terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cristiano Ronaldo, a consagração!


Figura cimeira do desporto português, apesar dos seus 23 anos conta já com um extenso currículo no mundo do futebol, ao qual se vem agora juntar a maior distinção que um futebolista pode ter: o prémio da FIFA para o melhor jogador do mundo no ano de 2008.

Efectivamente, desde muito cedo se percebeu que Ronaldo era um predestinado a vingar nesse ambiente de elevada concorrência, evidenciando velocidade, resistência e técnica ímpares, às quais se veio juntar a veia goleadora, superiormente revelada no campeonato inglês e liga dos campeões no ano transacto.

Para que brilhe ainda mais, faltam exibições consistentes pela selecção nacional, bem como conseguir manter o nível atingido por muitos e longos anos...

Força Ronaldo!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Portugal e o seu sistema político


Li na passada edição de 03 de Janeiro do SOL, um breve artigo publicado por Pedro Santana Lopes na sua rubrica "Equinócios e Solstícios", que toca num ponto que considero extremamente importante no Portugal pós-25 de Abril: a falta de estabilidade política.

Neste artigo, Santana começa por fazer um pararelo com a irracionalidade ocorrida no sistema financeiro, que resultou na grave crise actual, tentando mostrar que os recentes conflitos institucionais, bem como a dissolução da Assembleia da República, aquando da sua governação, resultam do sistema político vigente que concorre para a instabilidade política verificada nos últimos 32 anos.

De facto, argumenta que a estabilidade e capacidade governativas são postas em causa por um sistema de dupla legitimidade, complexo, quase único no mundo, e explicável por circunstâncias históricas dos inícios da nossa 3ª república, subentendendo-se que não tem preferência clara por um sistema parlamentar ou presidencial. Apenas não defende o semi-presidencialismo e a mescla de competências entre as mais altas figuras da nação.

Creio que Santana tem razão. Aliás, será uma das grandes diferenças no pós-revolução entre Portugal e Espanha. Na verdade, partem de circunstâncias semelhantes em meados da década de 70, mas a Espanha tem, desde então, um só chefe de estado pós-franquismo, figura meramente simbólica politicamente, mas que se pretende aglutinadora de um povo bem mais dividido cultural e linguisticamente. Tem também apenas 3 líderes de governo desde 1982... porquê? Claro que a explicação para a diferença entre os dois estados não será só o sistema político, mas ele terá tido a sua influência!

Às vezes é bom meditar na forma como concebemos e estruturamos os aspectos mais importantes da vida, sendo a sua eficácia um bom critério para essa avaliação!

(Vide http://sol.sapo.pt/blogs/pedroslopes/archive/2009/01/03/Equin_F300_cios-e-Solst_ED00_cios-_2D00_-03-de-Janeiro-de-2009.aspx)