
Depois de uma prolongada ausência que se prende com vários motivos, nomeadamente distracções constantes com outros assuntos e uma boa dose de preguiça em escrever, estou de volta ao meu blogue pessoal!
No passado 5 de Julho, um belo sábado em que tive a sorte de não estar a trabalhar, deparei-me com seguinte dilema: Ver o dueto Manuel Beleza/Mário Santos aqui no Alla Scala em Braga, ou ir ao Porto ver Brand New Heavies, Morcheeba ou Jamiroquai no segundo dia do festival Super Bock, Super Rock...
Para um fã do soul, funk, acid-jazz, R&B, blues, jazz, etc. como eu, a escolha não se afigurou nada fácil...
De um lado tinha dois expoentes do respectivo instrumento em Portugal. Manuel Beleza (meu tio), no órgão Hammond e Mário Santos, no saxofone tenor. Do outro, grandes bandas inglesas, se bem que em fase descendente da carreira...
Optei pelos segundos e... não me arrependi nem por um segundo!
Chegamos bem cedo ao recinto, pouco passaria das 18.00h, estacionamos e dirigimo-nos para a bilheteira. Fomos surpreendidos por alguns jovens que não estavam interessados naquele dia do Festival e nos vendiam os bilhetes. Pensando bem, optamos por lhes comprar, é sempre dinheiro que evitam desperdiçar...
O curioso foi que um era um convite para os dois dias e o outro era apenas um bilhete diário. Fiquei com este, mas logo me apercebi das suas limitações...
Dirigimo-nos à bilheteira e o Carlos trocou o convite por uma pulseira que lhe dava o direito de entrar e saír no recinto a seu bel prazer e o meu... nada! Assim não podia ser! Felizmente fomos ter novamente com os tais jovens que tinham mais convites e lá troquei o bilhete diário pelo convite de dois dias!
Entramos e começamos logo a fazer jus ao nome do Festival. Toca a beber Super Bock!
Na hora de intervalo que decorreu entre a nossa chegada e a actuação do primeiro grupo, ainda tivemos tempo de tirar umas fotos com o Sapo junto à sala dos espelhos, ver a animação envolvente (concursos do Sapo, corridas, rappel e slide da CP, etc) bem como ter uma perspectiva mais elevada do Parque da Cidade através da roda gigante lá instalada (quem me conhece, sabe que não resisto a divertimentos e locais altos tipo torres, arranha-céus, etc.)
Confesso que nunca tinha pensado em ver Brand New Heavies ao vivo. Não é aquele grupo de eleição, como foram os Incognito para mim, mas são bons músicos, têm boas composições e uma potentíssima vocalista (N'Dea Davenport). Ainda para mais tive a oportunidade de ver a sua formação original que, apesar de fazer a abertura do festival, não perdeu a ocasião para mostrar que está bem em forma, tocando aqueles clássicos dos anos 90 que mais me tocam...
Seguiam-se os Clã, mas a fome já apertava... Decidimos então, continuando o espírito do recente S. João, atacar o pão com chouriço e... mais algumas Super Bock!
Fomos circulando pelo recinto até junto do poderoso camião que era o stand da tmn e decidimos alargar o passeio...
Atravessamos o início da circunvalação e seguimos em direcção àqueles prédios bem junto da rotunda que ostenta a gigantesca rede em homenagem aos pescadores e acabamos por entrar num bar com bastante bom aspecto. Estando no Porto, a ementa teria de passar por uma francesinha, aliás, bem apreciada por nós os dois! A menina que nos atendeu referiu que era apenas bar, não dispunham de comida. Agradecemos e saímos à procura da tal francesinha especial...
Entretanto, uns metros ao lado, encontramos um tal "restaurante Pérsia". Será que no Irão também sabem fazer francesinhas?? Bem, sempre estávamos no Porto...
Lá pedimos a francesinha e, para não destoar, mais Super Bock! Pelo tempo de espera, possívelmente percepcionado de forma ainda mais lenta em virtude da quantidade de Super Bock no sangue, a francesinha deve ter sido importada do Irão! Mais, foi apenas a pior francesinha que comi até hoje, reforçando a tese que só pode mesmo ter vindo do Irão! A simpatia do funcionário, também essa inflacionada pela nossa percepção alcoólica, foi o único ponto positivo a destacar, mas, como não comemos simpatia, aquele restaurante está riscado do mapa...
Voltamos ao recinto, e, pouco tempo depois de lá estarmos, surgem inesperadamente os Jamiroquai em palco! Que estranho, ver J. Kay e Cª ao vivo e tão próximos! Outra banda de culto dos meus tempos de adolescente, principalmente através dos fantásticos três primeiros albuns até 1996. (fim da era Stuart Zender no baixo).
J. Kay apresentou-se anormalmente pouco activo, com um fato de treino e um gorro (onde param os famosos chapéus que o celebrizaram?) e um aspecto um tanto ou quanto de junkie...
Notou-se mesmo que foi ali cumprir calendário, não entusiasmou pela sua performance, mas sim pelo velho repertório apresentado que fez todos nós vibrarmos de alegria!
De Cosmic Girl a Deeper Underground ainda houve tempo para uma das minhas favoritas: The return of the space cowboy!
No passado 5 de Julho, um belo sábado em que tive a sorte de não estar a trabalhar, deparei-me com seguinte dilema: Ver o dueto Manuel Beleza/Mário Santos aqui no Alla Scala em Braga, ou ir ao Porto ver Brand New Heavies, Morcheeba ou Jamiroquai no segundo dia do festival Super Bock, Super Rock...
Para um fã do soul, funk, acid-jazz, R&B, blues, jazz, etc. como eu, a escolha não se afigurou nada fácil...
De um lado tinha dois expoentes do respectivo instrumento em Portugal. Manuel Beleza (meu tio), no órgão Hammond e Mário Santos, no saxofone tenor. Do outro, grandes bandas inglesas, se bem que em fase descendente da carreira...
Optei pelos segundos e... não me arrependi nem por um segundo!
Chegamos bem cedo ao recinto, pouco passaria das 18.00h, estacionamos e dirigimo-nos para a bilheteira. Fomos surpreendidos por alguns jovens que não estavam interessados naquele dia do Festival e nos vendiam os bilhetes. Pensando bem, optamos por lhes comprar, é sempre dinheiro que evitam desperdiçar...
O curioso foi que um era um convite para os dois dias e o outro era apenas um bilhete diário. Fiquei com este, mas logo me apercebi das suas limitações...
Dirigimo-nos à bilheteira e o Carlos trocou o convite por uma pulseira que lhe dava o direito de entrar e saír no recinto a seu bel prazer e o meu... nada! Assim não podia ser! Felizmente fomos ter novamente com os tais jovens que tinham mais convites e lá troquei o bilhete diário pelo convite de dois dias!
Entramos e começamos logo a fazer jus ao nome do Festival. Toca a beber Super Bock!
Na hora de intervalo que decorreu entre a nossa chegada e a actuação do primeiro grupo, ainda tivemos tempo de tirar umas fotos com o Sapo junto à sala dos espelhos, ver a animação envolvente (concursos do Sapo, corridas, rappel e slide da CP, etc) bem como ter uma perspectiva mais elevada do Parque da Cidade através da roda gigante lá instalada (quem me conhece, sabe que não resisto a divertimentos e locais altos tipo torres, arranha-céus, etc.)
Confesso que nunca tinha pensado em ver Brand New Heavies ao vivo. Não é aquele grupo de eleição, como foram os Incognito para mim, mas são bons músicos, têm boas composições e uma potentíssima vocalista (N'Dea Davenport). Ainda para mais tive a oportunidade de ver a sua formação original que, apesar de fazer a abertura do festival, não perdeu a ocasião para mostrar que está bem em forma, tocando aqueles clássicos dos anos 90 que mais me tocam...
Seguiam-se os Clã, mas a fome já apertava... Decidimos então, continuando o espírito do recente S. João, atacar o pão com chouriço e... mais algumas Super Bock!
Fomos circulando pelo recinto até junto do poderoso camião que era o stand da tmn e decidimos alargar o passeio...
Atravessamos o início da circunvalação e seguimos em direcção àqueles prédios bem junto da rotunda que ostenta a gigantesca rede em homenagem aos pescadores e acabamos por entrar num bar com bastante bom aspecto. Estando no Porto, a ementa teria de passar por uma francesinha, aliás, bem apreciada por nós os dois! A menina que nos atendeu referiu que era apenas bar, não dispunham de comida. Agradecemos e saímos à procura da tal francesinha especial...
Entretanto, uns metros ao lado, encontramos um tal "restaurante Pérsia". Será que no Irão também sabem fazer francesinhas?? Bem, sempre estávamos no Porto...
Lá pedimos a francesinha e, para não destoar, mais Super Bock! Pelo tempo de espera, possívelmente percepcionado de forma ainda mais lenta em virtude da quantidade de Super Bock no sangue, a francesinha deve ter sido importada do Irão! Mais, foi apenas a pior francesinha que comi até hoje, reforçando a tese que só pode mesmo ter vindo do Irão! A simpatia do funcionário, também essa inflacionada pela nossa percepção alcoólica, foi o único ponto positivo a destacar, mas, como não comemos simpatia, aquele restaurante está riscado do mapa...
Voltamos ao recinto, e, pouco tempo depois de lá estarmos, surgem inesperadamente os Jamiroquai em palco! Que estranho, ver J. Kay e Cª ao vivo e tão próximos! Outra banda de culto dos meus tempos de adolescente, principalmente através dos fantásticos três primeiros albuns até 1996. (fim da era Stuart Zender no baixo).
J. Kay apresentou-se anormalmente pouco activo, com um fato de treino e um gorro (onde param os famosos chapéus que o celebrizaram?) e um aspecto um tanto ou quanto de junkie...
Notou-se mesmo que foi ali cumprir calendário, não entusiasmou pela sua performance, mas sim pelo velho repertório apresentado que fez todos nós vibrarmos de alegria!
De Cosmic Girl a Deeper Underground ainda houve tempo para uma das minhas favoritas: The return of the space cowboy!
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