Claro que sim, pelo menos no meu plano pessoal!
No passado dia 17 de Julho tive o privilégio de me reunir com duas amigas que decidiram voltar à cidade e ao país onde serviram como voluntárias.
A Chara (grega) e a Elena (alemã) estiveram em Braga em 2005 ao abrigo do Serviço Voluntário Europeu, especialmente a prestar apoio a famílias carenciadas da região.
No passado dia 17 de Julho tive o privilégio de me reunir com duas amigas que decidiram voltar à cidade e ao país onde serviram como voluntárias.
A Chara (grega) e a Elena (alemã) estiveram em Braga em 2005 ao abrigo do Serviço Voluntário Europeu, especialmente a prestar apoio a famílias carenciadas da região.
Charis significa em grego alegria, pelo que o nome está perfeitamente ajustado à pessoa. Por outro lado, a raíz etimológica de Elena relaciona-a com... os gregos, o que pode explicar a sua amizade com a Chara. Além destas curiosidades, há uma notável coincidência. A Chara é 365 dias mais nova que eu, ou seja, festejamos o aniversário no mesmo dia!
Como minhas simpáticas clientes e, dado o meu gosto por pessoas verdadeiramente interessantes, fomos falando e saíndo algumas vezes, estabelecendo-se assim laços de amizade que perduraram até hoje...
Em Agosto de 2005 tiveram de voltar aos respectivos países, mas logo em Setembro de 2006 tive a oportunidade de visitar a Chara na sua cidade natal, Salónica, aproveitando para conhecer a capital da região da Macedónia grega, que viu nascer ali bem perto Alexandre Magno e conserva ainda hoje importantes vestígios romanos, bizantinos e inclusivamente venezianos, lembrando-me eu logo que foram os portugueses, com as suas viagens circum-navegando África, a arruinar-lhes o comércio com o Oriente... Mas essa memorável viagem por terras helénicas ficará para outro post...
Aproveitando o facto de a Elena estar em Erasmus em Valência, a Chara deslocou-se à península onde iria revisitar o seu amado Portugal, com particular destaque para o Mosteiro dos Jerónimos e a zona de Belém, como também veio a Braga, cidade onde viveu esse voluntariado.
Chegaram a Braga pouco passava do meio-dia, bem carregadas com enormes malas. Fui à central de camionagem buscá-las e seguimos para a Arcada, a conhecida sala de estar da cidade.
Aí tivemos oportunidade para tirar algumas fotos junto ao chafariz, ver algumas barraquinhas de artesanato, e seguimos até uma conhecida pastelaria junto ao Jardim de Sta. Bárbara. (deviam ver a cara de satisfação delas ao contemplar a doçaria presente...)
Aproveitamos a ocasião para trocar impressões sobre a cidade e as poucas mudanças que tinham ocorrido desde a última vez que a viram. Alargamos a nossa conversa à situação política e social de cada um dos nossos países, verificando eu, pela boca de uma alemã, que o fosso social também se agrava bastante na maior economia europeia. No plano universitário, por exemplo, a Grécia e o seu ensino gratuito, como contava a Chara, batem Portugal e Alemanha, onde cada vez se pagam mais propinas, sendo a Alemanha consideravelmente mais rica embora também esteja em trajectória descendente na montanha do desenvolvimento... Pelo que a Chara me conta e pelo que vi na Grécia, as médias salariais são consideralvemente mais elevadas que em Portugal, continuando alguns bens e serviços a deter preços bem menores que cá (ex: as portagens e gasolina são muito mais caras em Portugal, algo que nos deve fazer reflectir...)
Mas como nem tudo é caro por estas bandas e as mulheres ligam muito bem com compras (Ok, nem todas!), fizemos um périplo "comercial" pelo centro histórico e pelo Braga Parque que resultou em dois grandes sacos cheios de roupa...
Decidimos combinar com a minha irmã e fomos "cear" (pela hora) ao Porto. Paramos na baixa e decidimos passear pelo Coliseu, cruzando Sta. Catarina, seguindo até à magnífica Av. dos Aliados, subindo sempre até à Torre dos Clérigos. Aproveitamos para tirar esta foto junto ao incansável ardina que se aguenta dia e noite de pé sem se queixar! Um exemplo para muita gente!
Seguimos de carro sempre junto ao rio até à foz. Então a Chara lembrou-se que o Porto tinha uma engraçada escultura em que o leão está em cima da águia... Clubismos à parte, até porque as nossas convidadas não são de cá e a cidade tem um imponente dragão a representá-la, passamos na rotunda da Boavista e voltamos para Braga, pois o relógio não perdoa.
Dia seguinte lá fomos para o aeroporto com a promessa de um encontro... talvez para os lados de Estugarda na próxima vez!
Como minhas simpáticas clientes e, dado o meu gosto por pessoas verdadeiramente interessantes, fomos falando e saíndo algumas vezes, estabelecendo-se assim laços de amizade que perduraram até hoje...
Em Agosto de 2005 tiveram de voltar aos respectivos países, mas logo em Setembro de 2006 tive a oportunidade de visitar a Chara na sua cidade natal, Salónica, aproveitando para conhecer a capital da região da Macedónia grega, que viu nascer ali bem perto Alexandre Magno e conserva ainda hoje importantes vestígios romanos, bizantinos e inclusivamente venezianos, lembrando-me eu logo que foram os portugueses, com as suas viagens circum-navegando África, a arruinar-lhes o comércio com o Oriente... Mas essa memorável viagem por terras helénicas ficará para outro post...
Aproveitando o facto de a Elena estar em Erasmus em Valência, a Chara deslocou-se à península onde iria revisitar o seu amado Portugal, com particular destaque para o Mosteiro dos Jerónimos e a zona de Belém, como também veio a Braga, cidade onde viveu esse voluntariado.
Chegaram a Braga pouco passava do meio-dia, bem carregadas com enormes malas. Fui à central de camionagem buscá-las e seguimos para a Arcada, a conhecida sala de estar da cidade.
Aí tivemos oportunidade para tirar algumas fotos junto ao chafariz, ver algumas barraquinhas de artesanato, e seguimos até uma conhecida pastelaria junto ao Jardim de Sta. Bárbara. (deviam ver a cara de satisfação delas ao contemplar a doçaria presente...)
Aproveitamos a ocasião para trocar impressões sobre a cidade e as poucas mudanças que tinham ocorrido desde a última vez que a viram. Alargamos a nossa conversa à situação política e social de cada um dos nossos países, verificando eu, pela boca de uma alemã, que o fosso social também se agrava bastante na maior economia europeia. No plano universitário, por exemplo, a Grécia e o seu ensino gratuito, como contava a Chara, batem Portugal e Alemanha, onde cada vez se pagam mais propinas, sendo a Alemanha consideravelmente mais rica embora também esteja em trajectória descendente na montanha do desenvolvimento... Pelo que a Chara me conta e pelo que vi na Grécia, as médias salariais são consideralvemente mais elevadas que em Portugal, continuando alguns bens e serviços a deter preços bem menores que cá (ex: as portagens e gasolina são muito mais caras em Portugal, algo que nos deve fazer reflectir...)
Mas como nem tudo é caro por estas bandas e as mulheres ligam muito bem com compras (Ok, nem todas!), fizemos um périplo "comercial" pelo centro histórico e pelo Braga Parque que resultou em dois grandes sacos cheios de roupa...
Decidimos combinar com a minha irmã e fomos "cear" (pela hora) ao Porto. Paramos na baixa e decidimos passear pelo Coliseu, cruzando Sta. Catarina, seguindo até à magnífica Av. dos Aliados, subindo sempre até à Torre dos Clérigos. Aproveitamos para tirar esta foto junto ao incansável ardina que se aguenta dia e noite de pé sem se queixar! Um exemplo para muita gente!
Seguimos de carro sempre junto ao rio até à foz. Então a Chara lembrou-se que o Porto tinha uma engraçada escultura em que o leão está em cima da águia... Clubismos à parte, até porque as nossas convidadas não são de cá e a cidade tem um imponente dragão a representá-la, passamos na rotunda da Boavista e voltamos para Braga, pois o relógio não perdoa.
Dia seguinte lá fomos para o aeroporto com a promessa de um encontro... talvez para os lados de Estugarda na próxima vez!

