sábado, 17 de maio de 2008

Ser campeão nacional...



Como será essa sensação?

Por aquilo que vi hoje no Pavilhão Municipal de Barcelos, será um misto de alegria, emoção, sensação de dever cumprido, enfim, uma "sinestesia"!

Num pavilhão repleto, tive o prazer de ver um grande amigo (e não o é só em estatura!) sagrar-se campeão nacional, na categoria CNB1, tendo o Basquete Clube de Barcelos vencido o Eléctrico F.C. de Ponte-de-Sôr por uns expressivos 83-63.

O Neto, que joga na posição "poste", começou no banco, pois era a "arma secreta" do BCB, como o Pedro e eu comentavamos na bancada. De facto, em apenas 26 min marcou 19 pontos, sendo o segundo melhor marcador!

Impressionou-me em particular a agilidade com que se movia e a pontaria revelada, mesmo a meia distância!

Mais uma vez parabéns pela merecida medalha que representa o culminar de uma carreira de 20 anos consagrados à modalidade!

Para os mais curiosos, a final pode ser vista na web:
http://www.barcelostv.com/index.php?option=com_content&task=view&id=56&Itemid=43

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um pássaro em Braga...


Este pensamento ocorreu-me enquanto tomava café numa esplanada, e, de repente, um pequeno pardal pousa num jardim próximo e fica a olhar em redor...

Imaginem que ele era um ser dotado de intelecto... Em que estaria a pensar? Gostaria do que estaria a ver? Já pensaram o que é ser um pássaro numa cidade?

Pensamos que há um contraste evidente entre pássaro e cidade. Um pássaro é associado à natureza, mais ou menos selvagem e a cidade é um dos espaços mais simbólicos da criação humana, do artificial, logo, não o seu habitá.
Assim sendo, o pássaro nunca estará muito à vontade na cidade... A cidade é um ambiente hostil com toda a sua azáfama, toda a poluição atmosférica ou sonora, todo o asfalto e cimento de prédios e shoppings...
Além do mais há logo uma questão primordial: o alimento. Onde vai ele encontrar o alimento que lhe permite sobreviver?

Para melhor qualidade de vida de pássaros e também nossa (sim, também somos importantes na Biosfera, até porque a estragamos...) exijamos aos nossos governantes mais espaços verdes para contacto com a natureza, mais e melhores transportes públicos, melhor tratamento dos resíduos urbanos e industriais, etc, etc... Mas antes disso, exijamos a nós mesmo semelhantes atitudes! Andar mais a pé, bicicleta ou transporte público; não deitar lixo para o chão; separar para posterior reciclagem todo o lixo; não desperdiçar água; evitar o consumismo desenfreado de todo o tipo de artigos que futuramente serão lixo quase sempre não biodegradável... Pequenas coisas que, todas juntas, surtem grande efeito!

Aceitam o desafio?

A imagem

Não, este artigo não vai falar da influência da imagem no mundo hodierno. Esse tema já é sobejamente conhecido. A esse respeito dedicarei um post específico comentando um livro muito pertinente e que me pôs a reflectir: "Homo Videns" de G. Sartori.

Neste artigo vou falar um pouco da minha imagem, da minha forma de me apresentar, em particular aquilo que visto, calço ou uso, e o que me levou a fazê-lo. É bom reflectir sobre estas banalidades de vez em quando!

Que me conhecesse há muitos anos atrás, na década de oitenta e parte da década de noventa, via alguém muito despreocupado com a roupa ou o calçado que veste. Despreocupado, entenda-se no sentido que não valorizava marcas, o design ou sequer a qualidade do produto. Talvez pelo exemplo parental, havia coisas mais importantes para mim e v(est)ia a roupa de forma meramente utilitária.

De 82 a 88 andei no Colégio Paulo VI, em Braga, dois anos no ensino pré-primário e quatro no primário, sempre com a tradicional bata às riscas que dava uma imagem uniforme e nos protegia nas traquinices da idade...

Depois fui para a Esc. Preparatória André Soares e para a Esc. Secundária D. Maria II, deixei de usar a bata mas continuei "despreocupado" até meados dos anos 90, já perto da maioridade. Nesses últimos anos do "Liceu" estavam muito em voga os vários estilos consoante o grupo. Lembro-me concretamente dos "metaleiros" ou dos "betinhos", que usavam a sua imagem para exprimir a sua pertença a um determinado sub-estrato, muitas vezes conotado com os ídolos de adolescência, em virtude da maturação psicológica não estar ainda concluída.

Por preocupação com a imagem e por convívio com amigos que a cultivavam, comecei a trajar de forma mais clássica (camisola, calça de sarja e sapato de vela ou de pala) e assim fiquei quase dez anos, até há poucos anos atrás... Usava também um clássico e sóbrio "Festina" como relógio de pulso e nada de anéis, pulseiras ou fios de qualquer tipo... O cabelo sempre oscilou entre o curto e o menos curto, nada de cabelo rapado ou cabelo comprido, sobriedade acima de tudo.

Quando vim para a TLCI, em 2004, era obrigatório usar fato e gravata, algo que eu considerava demasiado formal para quem trabalha numa simples loja de telecomunicações, pretendendo a TMN dar uma imagem requintada da sua cadeia de retalho, à semelhança da banca, seguros ou lojas de marcas exclusivas.

Em Setembro de 2005, a imagem muda para a actual. É importante relançar a relação de proximidade com o cliente e captar clientes entre a juventude. Passamos a vestir a t-shirt "literal", ou seja, não só tem forma de T como também tem parte de um T branco em fundo azul, antecessora da actual. O famoso "até já" é adoptado e estampado nas nossas costas. Mas a indumentária fornecida pela tmn (agora o logótipo escreve-se em minúsculas) restringe-se às T-shirt's e casacos, competindo ao assistente utilizar calças de ganga (tipo Levis 501) e sapatilhas, preferencialmente brancas, compradas por si.

E agora? Eu não vestia umas calças de ganga há dez anos... sapatilhas? Brancas?? Que é isso? Tinha umas sapatilhas que ocasionalmente usava para fazer exercício e outras que comprei para uma viagem à Polónia onde teria de andar muito... Foi necessário fazer compras e, dado o conforto da utilização de sapatilhas, rapidamente troquei os habituais sapatos, mesmo quando não estava a trabalhar.

Confesso que, naturalmente, não sou grande fã das calças de ganga. São resistentes? Sem dúvida! Mas não são o tecido mais agradável ao toque ou à vista. De qualquer forma, nestas questões o hábito é algo muito forte e foi-me impondo uma utilização extra-profissional, rejuvenescendo e "banalizando" a minha imagem. O "Festina" também encostou, expurgando assim o último adorno da minha pele...

Creio que a nossa sociedade vive demasiado da imagem, das aparências... Eu sou exactamente a mesma pessoa, com a mesma dignidade, mas é curioso notar o olhar e tratamento dos outros quando ando de fato, de "estilo clássico" ou de aspecto desportivo. Continuamos a julgar e descriminar o próximo pela raça, religião, profissão, roupa, automóvel e afins, ao invés de nos abstermos de os julgar ou, quando muito, os classificarmos pelo seu valor intrínseco. (essencialmente moral, mas também intelectual, artístico, desportivo, profissional ou de outras categorias relevantes)

Essa preocupação excessiva do português com a sua imagem, bem patente na tónica que coloca em possuir (muitas vezes acima das suas possibilidades) está relacionada com uma mentalidade medíocre, mesquinha, medrosa da opinião dos outros logo pouco ousada, insegura de si mesma, típica de pessoas incapazes de se afirmarem pelo seu próprio mérito. Como é possível ver tanto carro germânico nas nossas ruas, quando, como dizia a minha amiga Chara, "you can't afford them!". Para quê tanto portátil ou PDA em mãos que nem 5% das suas capacidades exploram mas insistem em colocar em cima da mesa da explanada para português ver? Ou porque é moda ter!

Volto ao tema só para concluir que nesta vida não costumo dar demasiada importância àquilo que julgo que não a tem. E a "moda", para mim, é uma delas porque trata da forma, não do conteúdo. Obviamente que tento adequar o estilo à ocasião, mas tento sempre passar despercebido (sem piercing's, tatuagens ou outros que não aprecio embora não tenha nada contra quem os aplica) e usar algo que reconheça como confortável. Este mundo comporta tantas dimensões importantes, para as quais gosto de ter as minhas regras, que não vou ser rígido ou excêntrico em vestuário ou adornos...

domingo, 4 de maio de 2008

Acantonamento de Páscoa



Se há desígnios superiores neste mundo, certamente que a preservação do património natural e cultural merecerão esse epíteto. Pois bem, há em Braga uma associação de carácter juvenil que se preocupa com esta temática e à qual recentemente também me agreguei (sim, apesar de não ser tão novo quanto isso...)

A Jovem Cooperante Natureza/Cultura, ou simplesmente, JovemCoop já existe desde 1979 e tem ajudado no desenvolvimento da sensibilidade ambiental e cultural de sucessivas gerações. Colabora com diversas entidades da região e organiza regularmente actividades para os seus membros. Foi numa dessas actividades em que participei e posso assegurar que é uma experiência a repetir!

Em concreto, a JovemCoop aproveitou o fim-de-semana prolongado de 25, 26 e 27 de Abril para realizar o seu acantonamento de Páscoa, numa casa rural na freguesia de Rio Caldo (Terras de Bouro). Três dias para descansar, realizar caminhadas, actividades radicais e respirar muito ar puro!

Dentre a malta participante, destaco alguns jovens com a minha idade mental (geralmente compreendida entre os 10-15 anos...) que me ajudaram à integração no... ténis de mesa! Foram algumas partidas que provaram que, de facto, nunca farei nada nessa modalidade...

Por outro lado, fizemos grandes duplas nas populares "gaivotas", fartando-nos de pedalar pela albufeira da Caniçada, com o gozo e diversão sempre a superarem o cansaço!

A actividade de cariz mais cultural foi a caminhada pela Geira, ou Via Nova, que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (actual Astorga, na Galiza). O eminente arqueólogo de serviço, o Ricardo, foi incansável na explicação do funcionamento desta maravilha viária da civilização romana, em que esta zona peninsular é particularmente rica, especialmente quanto à conservação de inúmeros marcos miliários. Suscitou o interesse e curiosidade, não só dos membros da JovemCoop presentes, como também de outros grupos seniores que nos acompanharam. (vide http://geira.cm-terrasdebouro.pt/ para mais informações)

Depois de tanto andar foi tempo de descansar junto à água, aproveitando a dádiva de S. Pedro: sol e temperaturas pouco habituais para Abril!

Além de todo o convívio e entreajuda na casa (sim, até um preguiçoso como eu lavou a louça... pelo menos por uma vez!), houve tempo para alguns membros exibirem os seus dotes musicais. Sempre que vejo algum amigo a tocar/cantar, fico com a ideia que um dia hei-de tocar algum instrumento, porque acredito que deve ser um prazer sem paralelo... E cantar? Bem, acho que já há pseudo-cantores a mais em Portugal, para quê mais um?

O fim-de-semana não estaria terminado sem as actividades radicais, promovidas em parceria com a Click Outdoor. Formamos duas equipas de paint-ball e partimos para a guerra! Adorei a experiência, lamentando a falta de pontaria das armas e o reduzido número de "munições" disponíveis, algo que, juntamente com o belo cenário, também contribuía para o realismo do "teatro" das operações. Não despimos os fatos e seguimos para uma curiosa prova. Quem seria o mais rápido a dar duas voltas a um circuito... conduzindo um pneu? Pois é, parabéns ao Nuninho e aos seus pulmões!

Para terminar, mais uma prova sui generis: quem seria o mais rápido a encher uma gigantesca bóia com uma bomba de pé, atirá-la à água, puxá-la até contornar uma bóia de marcação na barragem e voltar? Tudo isto dividido em equipas de 4 elementos! Mais uma vez ficou provado que a minha resistência física já teve melhores dias...

O balanço é claramente positivo. São dias assim que promovem o convívio salutar entre jovens, que reforçam o espírito de equipa e de colaboração, e que nos sensibilizam para o magnífico património cultural e natural envolvente.

Para mais informações sobre a JovemCoop e suas actividades visitem o seu sítio na web.

http://www.jovemcoop.com/