terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Jantar de Natal TLCI2 e MMCI


Realizou-se no passado sábado, na Torre da Naia, em Braga, mais um momento de convívio da família TLCI, agora separada juridicamente em TLCI2 e MMCI.

Exactamente por estar escalado para trabalhar nesse dia, não me foi possível participar por completo no evento, que incluía um jogo de futebol pela manhã e actividades durante a tarde com os "Tocá Rufar" (vide http://www.tocarufar.com/), mas consegui verificar, uma vez mais, no jantar e, principalmente, noite dentro, que as festas desta empresa estão imbuídas de um espírito diferente: o famoso "espírito TLCI" que representa união e entreajuda, optimismo perante as adversidades, esforço e capacidade de trabalho, orientação para resultados e, aquando destes eventos, muitaaaaaa diversão!

Uma curiosidade: Da quinta da Naia era visível o nosso local de trabalho, pelo que mais de 200 pessoas do grupo ficaram a conhecer o Via Nova Shopping!

Leiam o artigo supra para melhor conhecimento da(s) empresa(s).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O conhecimento na Europa


Hoje comemora-se o Dia Nacional da Cultura Científica. A esse respeito, mas alargando o âmbito territorial à U.E. e interligando com post's anteriores onde falei da formação como factor-chave do desenvolvimento, gostaria de destacar dois acontecimentos recentes:



A Europeana (http://www.europeana.eu/), que abriu no passado dia 20 (apesar de ter de encerrar provisoriamente devido ao excesso de procura em relação ao estimado), é um repositório da nossa cultura europeia. É um arquivo digital de livros, filmes, jornais, sons e arquivos das grandes colecções da Europa, que é disponibilizado num só sítio e nas línguas de todos os estados-membros.

"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.



Destaco também a realização do evento "Os Jovens na Sociedade do Conhecimento", promovido pela presidência francesa da U.E. e realizado entre 20 e 27 de Outubro em França, que reuniu 15 jovens de cada país com o objectivo de apresentarem as suas conclusões sobre este tema à Comissão Europeia. A parceira portuguesa do evento foi a "Ciência Viva" (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica) e levou 15 jovens a França com base em critérios de representatividade geográfica e de interesses. É importante analisar as suas recomendações.

domingo, 23 de novembro de 2008

Mais Jazz no Tapete, agora em Oliveira de Frades


Ontem foi a vez de Oliveira de Frades receber este quarteto, neste caso no Cine-Teatro Dr. Morgado. Bom espaço e boa acústica, pelo menos, para o público...

Mais uma oportunidade de rever a Filipa a cantar levou-me de imediato a fazer 400 km após um dia de trabalho. Aquela voz tem qualquer coisa de especial e quem corre por gosto não cansa...

No final ainda houve tempo para convívio com os músicos num bar local, sendo de notar o bom espírito reinante e a preocupação com o perfeccionismo de execução.

Para finalizar, a somar ao My Space, podemos ver agora o seu próprio sítio na Web.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O meu primeiro carro...


O meu primeiro carro foi, e é, porque ainda existe, um FIAT 127 de 1976, exactamente igual ao da foto.

Aprendi a conduzir nele com 13/14 anos, começando aí uma ligação que perdura até hoje com a minha "bella macchina". Por essa altura, os meus pais, que o tinham adquirido usado no início dos anos 80, ficaram com o "velhinho" só para as voltas de cidade, já que estavam a necessitar de um segundo carro mais moderno. Entretanto, devido à avançada idade e algum desleixo o pobre FIAT encontrava-se uns anos mais tarde, em 1997, a precisar de um restauro completo...

Foi preciso ser muito persuasivo para convencer os meus pais, em particular a minha mãe que o usava mais, que era impensável comprar outro carro porque eu queria ter aquele para sempre...
Restaurar "aquilo"? Com 20 anos? Investir centenas de contos num carro sem valor comercial, que nem era recente, nem "clássico"? Porque não investir todo esse dinheiro e comprar um carro bem mais actual? Pois, comigo essa lógica não funcionou e acabei por levar a minha ideia adiante!

De finais de 97 até inícios de 99 o carro foi desmantelado, refeita a mecânica, interiores, chaparia e terminando com a sua nova pintura azul escura "brilhante", já que a anterior pintura era azul escura só... Apesar de não ter sido propriamente um "restauro", já que este exigiria outro nível de investimento, o carro foi salvo e ficou num estado bem melhor!

A partir dessa altura lá ia eu para a faculdade ou, um ano mais tarde, para o emprego, todo contente por, ao contrário da maioria dos mortais, estar plenamente satisfeito com o automóvel que possuía!

Fomos companheiros inseparáveis de viagens, "arranques de semáforos" e "estradas sinuosas", já que o pequeno FIAT tem um apetite fora do vulgar por altas rotações, apesar de ter 90% do binário disponível logo às 2000 r.p.m., que o torna agradável de conduzir em baixas rotações também. A juntar a este motor (903 c.c. c/47CV) temos um chassis bastante equilibrado ( c/suspensão independente às 4 rodas e 705Kg de peso), uma caixa de velocidades com 1ª e 2ª bem curtas (a privilegiar a aceleração) e 3ª e 4ª relativamente longas (a ajudar no consumo), travões potentes (apesar de não assistidos, têm repartidor frente-trás, consoante a carga do veículo!) e uma direcção que "lê" muito bem a estrada (e, no meu caso, um belo volante de 3 braços em alumínio forrado a pele para a movermos!). Foi o carro mais seguro que conduzi à chuva, em parte devido aos excelentes pneus Yokohama 135/13.

Considero-o um dos últimos "carros a sério", antes da invasão maciça dos plásticos e partes eléctricas dos anos 80 que se apoderaram do mundo automóvel, para nosso conforto e eficiência, mas em claro prejuízo de um feeling autêntico...

Continuo a gostar de muitos pormenores do carro, a começar no estilo dois volumes e meio, pouco habitual em utilitários na actualidade, e dos interiores lindíssimos, de estética decalcada de um Ferrari da época!


Mas, apesar de ser um carro extremamente económico em consumos e manutenção, acabei por admitir quase dois anos depois que há carros baratos cujos parâmetros de conforto e tecnologia estão uns furos acima... e lá comprei outro FIAT bem barato e com menos 15 anos!

O velhinho 127 foi "encostando", sendo que hoje o tenho parado há alguns anos, apesar do estado geral ser ainda ser bastante bom. Vários motivos contribuiram para isso, nomeadamente os meus rendimentos da época não serem os dos últimos anos e o facto de haver algumas situações que não ficaram devidamente resolvidas aquando do primeiro "semi-restauro".

Apesar disso, já por diversas vezes este carro, outrora vulgar, foi cobiçado pelo interesse que hoje desperta não só nos saudosistas, como também nos jovens que se divertem com a simplicidade e prazer de condução de um automóvel destes. A todos aqueles que cobiçam o meu, esqueçam, não está à venda!


Ontem, enquanto levava o meu "moderno" Hyundai a uma revisão geral com vista à inspecção que se aproxima, reparei que o meu mecânico, curiosamente perito em clássicos italianos, lá tinha desmontados um Lancia Fulvia HF, um FIAT 124 Sport Spider e um Lancia Delta Integrale, todos em restauro... A vontade de ver ali o meu 127, novamente em reparação e, porque não, em preparação para novos vôos foi muito grande...


Conto em 2009 voltar a restaurar o carro, desta vez de forma mais exaustiva e aproveitando para lhe dar um look "Abarth" de época e vitaminar com mais uma dúzia de cavalos o motor...

Apenas receio, muito sinceramente, começar a deixar o Hyundai na garagem e voltar a ter um sorriso estampado na cara só pelo simples facto de conduzir um automóvel, aliás, o meu eterno FIAT 127!


Vejam os links, especialmente este espectacular video no YouTube:

http://br.youtube.com/watch?v=I8EVOuCzYmQ&feature=related

http://en.wikipedia.org/wiki/Fiat_127 (sobre o modelo em si, em inglês)

...e termino com um link ao sítio do Clube Fiat de Portugal, no qual sou o sócio 107, como podem ver na lista (http://www.clubefiat.pt/)

sábado, 15 de novembro de 2008

A estupidificação da Humanidade




Este é o título da crónica de hoje de José António Saraiva, publicada na revista Tabu, parte integrante do semanário SOL, que este autor dirige.

Habituei-me a ler, quase religiosamente, o SOL, em particular as crónicas de foro político que JAS escreve. É directo, claro e traduz pontos de vista originais que obtêm quase sempre confirmação real, daí o seu valor como analista político. A sua crónica "Política a Sério" mais não é que a descendente da rubrica "Política à Portuguesa" que foi publicada anos a fio no Expresso, jornal que JAS dirigiu mais de 20 anos. Aliás, a actual equipa dirigente do SOL transitou do Expresso, o que ajuda a perceber que a qualidade de peças jornalísticas e colaboradores deste semanário emana de muita competência apoiada em anos de experiência.

Este semanário conjuga muito bem a investigação e opinião essencialmente em política e economia. É também uma excelente síntese dos mais relevantes acontecimentos da semana.

Mas este post trata de uma crónica semanal que JAS faz num registo mais pessoal denominada "Viver para contar". Aqui vemos um JAS com reflexões sobre temas muito variados, sempre interligadas com as suas próprias experiências. Vamos, deste modo, conhecendo melhor um homem que, como esta crónica refere, gosta de "pensar a realidade circundante", em sintonia com o que escrevi sobre mim próprio no primeiro post deste blogue.

Leiam este pensamento em que o "homo cogitans" se transforma em consumidor de pensamentos alheios, contribuindo para a estupidificação da Humanidade...

http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2008/11/15/A-estupidifica_E700E300_o-da-Humanidade.aspx#comments

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pura perda de tempo...


Pouco passava das 10:15h da manhã, chego ao Tribunal Judicial de Barcelos. Objectivo: servir de testemunha arrolada pela tmn numa pequena injunção em que a tmn era a autora e um determinado indivíduo o réu.

Agora pergunto eu: por que motivo fui eu? Apenas trabalho para um reconhecido agente tmn, nada mais... Ainda para mais o meu "contacto" com o tal indivíduo foi um contrato que apenas enviei por fax em 2006, nem sequer era material comprado à TLCI2! Facturas em aberto? Indemnização por incumprimento contratual? Deficiente cobertura de rede? Tudo me ultrapassa neste caso!

Claro que podia atestar que o cliente em questão foi informado do vínculo de permanência associado ao serviço contratado, não que me lembre da situação em concreto, mas porque posso garantir que isso acontece sempre! Nada mais...

Tudo acabou, para não variar nestes casos, num acordo entre as partes, ou seja, pura perda de tempo para mim...



PS - Nesta associação TT (Tribunal+tmn) lembrei-me de uma história engraçada que se passou em Felgueiras nas últimas autárquicas. Quis o destino que na sexta-feira anterior à ida às urnas eu estivesse nessa terra, numa loja que lá temos. Não querendo muito agitar as águas, fui sondando a opinião dos conterrâneos sobre a edil local... Perante tamanho apoio, só me restou perguntar a mim mesmo: onde andará o saco azul? E de imediato respondi eu: aqui! Afinal era eu que o tinha! Mas era um recém-criado (em SET 2005 a tmn muda para a imagem actual) saco azul de cartão, da tmn! Ainda hoje tenho a auto-foto a apontar para ele!

Pela recente decisão judicial, afinal havia outro...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Flauta de Hamelin - Oficina de Artes


O Correio do Minho publicou ontem uma pequena entrevista com o meu tio Manuel Beleza e o relançamento que está a fazer da "Flauta de Hamelin", agora mais que uma escola de música, uma oficina consagrada ao ensino e divulgação de "Artes, Culturas e Tradições" como se lê no respectivo sítio. ( vide http://www.flautadehamelin.net/ )

Lembro-me perfeitamente da escola estar em construção, do cuidado posto no isolamento acústico das salas, dos vários instrumentos adquiridos e da sua abertura, em 1993...

Lembro-me também de uma série de eventos promovidos pela Flauta de Hamelin, a começar no "Rock in Bracara", no Teatro Circo, já no longínquo ano de 1994 (ainda hoje tenho esse CD!)

Recordo-me de o meu tio convidar uma série de amigos, alguns bem conhecidos do público, como Pedro Abrunhosa ou Rui Veloso, para Workshops no auditório...

Recordo-me também de o ver tocar no piano "Petrof" de 1/4 de cauda que a escola tem, e de, por vezes, o ajudar a afiná-lo...

Também me vem à memória ver o meu tio a tocar órgão Hammond, do XB-2 ao XK-2, e depois o Korg CX-3...

Enfim, o espaço já tem história! Faço votos de que, com a oferta artística ampliada, a Flauta de Hamelin venha a dar aos nossos jovens a oportunidade de se engrandecerem como pessoas, contribuindo para dinamizar a vida cultural de Braga!


Sobre Manuel Beleza, considerado o melhor organista jazz e um dos grandes pianistas jazz de Portugal, gostava de deixar este link para o seu My Space:

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

AC Milan - Sp. Braga

Este foi o jogo de futebol que mais apreciei nos últimos tempos. Foi um misto de garra, rigor táctico, velocidade e algumas jogadas individuais de realce. Podemos mesmo dizer que este SC Braga "europeu" demonstrou não ter medo de ninguém, jogando em San Siro a seu bel-prazer, estando por diversas vezes perto da vitória (bem mais que o AC Milan...) e perdendo o jogo nos últimos 30 segundos devido a um momento de inspiração (e deve ter "inspirado" muito para fazer um remate daqueles!) de um senhor chamado Ronaldinho.

O Braga caíu em Milão, mas de cabeça levantada! Com este resultado fica em 3º no grupo E, sendo que já jogou com as duas equipas mais difíceis...

Continua a ser o melhor representante de Portugal lá fora e vai ganhando o respeito das outras equipas e seus adeptos, como podemos confirmar infra.

(Vide http://www.gazzetta.it/community/Calcio/SerieA/Squadre/Milan/Primo_Piano/2008/11/06/milansporting_full.shtml )

Força Guerreiros!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Jazz no Tapete, agora no My Space

Para quem quiser ouvir uma amostra do seu potencial, sugiro uma visita ao recém-criado perfil do grupo no My Space:

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=426419239

Para uma formação ainda recente, o qualidade é de salientar, pelo que o tempo irá certamente amadurecer este projecto...


Para quem, como eu, gosta da vocalista em particular, aqui fica mais um link, num registo completamente diferente:

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=419034970


Espero que gostem!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Formação II

Antes da nossa formação profissional vem a nossa formação académica, e, a par desta, a nossa formação cívica, moral, filosófica, religiosa... ou a ausência delas, pelo menos em certo grau!

Tradicionalmente, a formação académica visa transmitir conhecimentos considerados importantes pela nossa civilização e resulta do nosso percurso em instituições de ensino, se bem que, a partir de certo ponto, a nossa emancipação intelectual nos permite "soltar as amarras" no campo académico e sermos nós próprios a navegar no imenso "mar do conhecimento". Exemplo máximo disso são todos aqueles que estão habilitados com o grau de doutoramento (e posteriores). Nesses casos, a sua investigação pessoal permitiu ver mais além numa determinada área, contribuindo para o avanço científico dessa área do saber.

Voltando ao nosso pequenino e pobre mundo lusitano, a deficiente formação em geral é um dos principais cancros sociais. Neste momento, talvez o principal. Victor Hugo dizia, e o saudoso Prof. António Freire corroborava, que o futuro da humanidade estava nos professores primários. Como diz o ditado, é de pequenino que se torce o pepino, pelo que é bom começar a construír a nossa personalidade e o nosso edifício do saber com bons alicerces para que um dia possamos pensar livremente pela nossa cabeça... (mesmo que não sejamos doutores)

Aproveito para dizer que sempre achei curioso tratarmos profs. primários e profs. universitários por "Professor", ao invés do simples "Sr. Dr." do secundário. Claro que isto também se prende com os graus de habilitações respectivos, sendo que licenciados, praticamente só eram os do secundário. Os do básico estudavam no Magistério, e os universitários tendiam a ser doutorados. Mas fica sempre implícita uma ideia de quem, por motivos diferentes, tem um papel fulcral no ensino.

Apesar de ser inteiramente leigo na matéria, convivo com professores de vários graus que gostam do que fazem. No meu modesto entender, mas também na visão destes, a educação pressupõe assimilação de conteúdos que é testada no momento da avaliação. Facilitar a avaliação leva à não aprendizagem e, em última instância, à perpetuação das baixas competências, relacionáveis directamente com a baixa produtividade da mão de obra nacional. Ora, como se sabe, baixa produtividade é sinónimo de pouca competitividade neste mundo global, que, por sua vez, leva a pouca geração de riqueza. (quer seja por não atrair investimento que se desloca para países de mão de obra igualmente barata mas mais instruída e produtiva, quer seja pela não optimização da força de trabalho das empresas existentes).

Paralelamente, e voltando ao início deste texto, acredito que a formação cívica e moral de um povo influencia directamente a qualidade da sua participação social e política, contribuindo também desse modo para um melhor futuro conjunto. A educação e formação de uma pessoa não devem ser meramente técnicas.

Hoje, assistimos a um fenómeno não verificável até alguns anos atrás, que prova que o ensino tem muitas debilidades e também que a nossa moral mudou muito. Como é possível um licenciado em ciências sociais não dominar o português? Ou, alguém da área das ciências naturais não saber matemática? Ou um magistrado judicial aplicar a "lei positiva" quase como um computador, de forma mecânica, sem o necessário espírito crítico e conhecimento profundo da natureza humana? Outrora, era impensável alguém habilitado com uma licenciatura cometer um erro ortográfico... Preciosismo meu, dirão alguns! Além de ser grave em si o facto de um português não dominar basicamente a sua própria língua, possivelmente estarão escondidas outras lacunas em disciplinas bem menos conhecidas...

Este tema é demasiado vasto e importante para ficarmos por aqui, pelo que voltaremos a ele.

Alguns artigos recentes que li tocam, sob várias perspectivas, neste assunto:

"O Milagre" - Artigo de opinião de António Barreto, editado pelo Público de 02/11/08, que se interroga sobre a súbita melhoria geral de classificações no espaço de um ano... ("limpar o lixo para debaixo do tapete" é bonito nas estatísticas, mas compromete o futuro...)

"Falta-lhes Filosofia, meus senhores!" - Comentário de Carlos Morais, publicado pelo Diário do Minho de 01/11/08, à falta de "formação integral" dos actores do sistema judicial (toca na impreparação dos juristas nos aspectos "parajurídicos" da suas actividades judiciais)

http://dn.sapo.pt/2008/11/02/opiniao/dias_contados.html - Texto bastante irónico de Alberto Gonçalves. Confusões conceptuais, facilitismo e ainda mais...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Formação

Numa altura em que tanto se fala da qualificação dos recursos humanos, lembrei-me de efectuar este pequeno post, já que hoje frequentei mais uma das inúmeras formações que a TLCI2 nos disponibiliza.

De facto, só com profissionais com conhecimentos sólidos e postura comercial se pode vencer no mercado agressivo de hoje. Obviamente que a maioria das formações são de conteúdos técnicos, embora também haja formações e regras comportamentais (até bem rígidas e sujeitas a avaliação aleatória).

Hoje estivemos no Hotel Tryp Porto Centro e o assunto eram os produtos PT, especialmente o conhecido MEO. A TLCI2 estava muito bem representada e em clara maioria.

Em apenas 8h, a formadora, da Odete Fachada Consultores, Lda, empresa responsável pela maior parte das nossas formações, foi capaz de construir, em parte graças à qualidade dos formandos e suas questões, uma imagem mais clara deste produto, especialmente ao desfazer aquelas pequenas questões que só vão surgir à posteriori, com o cliente...

Gostei da interactividade entre equipas, faltando, no entanto, uma componente mais experimental, pois penso que a prática, ainda para mais no campo tecnológico, ajuda muito mais que a teoria à memorização do funcionamento em si de um produto/serviço.

Agora há-que traduzir as novas competências/esclarecimentos em "números", até porque o produto em questão está uns furos acima da concorrência...

domingo, 26 de outubro de 2008

Jazz no Tapete


O concerto de ontem é o quarto a que assisto nas últimas duas semanas. Talvez isso reflicta a importância que atribuo à música.

Mas ontem, a música era outra... Era um quarteto que me entrou pelos ouvidos dentro logo de imediato. Da combinação clássica (piano, contrabaixo e bateria+voz), à qualidade de execução dos temas, ao próprio repertório escolhido (que vai dos standards aos... Flintstones, passando por Bjork!) não há risco de monotonia!

Mas há um pormenor para mim decisivo: a vocalista. A elegante e única Filipa Coelho tem um potencial enorme ditado por uma qualidade excepcional em toda a amplitude do espectro sonoro.

Uma nota final para a boa acústica (e estética, já agora!) da sala, o Cine-Teatro de S. Pedro do Sul.

Para mais informações, inclusive dos próximos concertos, vide http://www.espiritosinquietos.pt/site/index.php?componente=informismo/show&teste=45, entitade organizadora a quem tomei a liberdade de "roubar" esta bela foto.

Quando vêm tocar mais para norte?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sp. Braga, líder na UEFA



Partilha do primeiro lugar do grupo E da taça UEFA entre AC Milan e... Sp. Braga! Alguém acreditaria?

Fiquei muito contente com a vitória categórica do Braga, por 3-0, contra o Portsmouth, 7º classificado da liga inglesa! Com esta vitória o Braga continua sem derrotas (aliás com 7 vitórias) o seu percurso europeu, onde já contabiliza 17 golos marcados e 0 sofridos...

Falta agora traduzir este espírito vencedor para o campeonato interno para ocupar lugares mais cimeiros na tabela!

De lamentar o (já habitual) mau perder dos jogadores ingleses. De lamentar também que o destaque na generalidade dos media não seja de acordo com a relevância dos resultados das equipas. Mais do que critérios comerciais, talvez seja uma certa mania cabisbaixa e catastrofista de encarar a realidade...
Força Braga! Agora é a vez de mostrares o que vales ao gigante italiano!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pobreza e desigualdade nos países da OCDE


O relatório "Crescimento e Desigualdades" confirma Portugal no pelotão traseiro da desigualdade social baseada em rendimentos. De facto, Portugal, tal como os EUA, ocupam uma má posição, só ultrapassada pela Turquia e México. (se bem que este último tem reduzido a desigualdade)

Obviamente que os governos nacionais têm responsabilidade neste ranking (até pela velocidade com que caem no caso português, contribuindo para a instabilidade política, um dos grandes factores para o fraco desempenho económico-social do país, comparativamente à Espanha, no período pós-dictactorial), mas ter um lugar a par da potência hegemónica (EUA) significa mais. Aliás, independentemente dos vários lugares nesta tabela, a tendência de 3/4 dos 30 países da OCDE (boa parte do mundo "ocidental") nas últimas décadas é para agravar o fosso entre ricos e pobres.

Talvez isto se prenda com o facto de que a massificação do desenvolvimento à escala planetária (talvez com excepção de boa parte do continente africano) tenha consequências no desenvolvimento económico-social dos tradicionais países "ricos". Num raciocínio simplista, estes países (BRIC's, por exemplo) produzem muito mais agora do que no passado não muito remoto, e boa parte dessa produção destina-se à exportação para membros da OCDE. Nesses países o cidadão médio melhora a sua vida. (vide http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=2420 )

Voltando aos países da OCDE, devemos reflectir porque motivo os riscos de pobreza se mudaram das faixas etárias mais velhas da população para as mais novas... Todos sabemos que a geração dos nossos pais e avós teve, em boa parte destes países, empregos estáveis que lhes proporcionaram boas reformas. A isso não foram indiferentes as grandes taxas de crescimento económico do pós-guerra, que já não se verificam há muito no ocidente... E agora? Que produzir neste mundo global? Sem crescimento económico não se gera emprego... A resposta está cada vez mais na Formação dos profissionais e na Inovação nas empresas.

No caso português, indústrias como a do sector têxtil estavam condenadas há muito tempo... Por outro lado, há excelentes exemplos, se bem que poucos, de empresas que "vivem" na actual economia do conhecimento (a bracarense Mobicomp, por exemplo, foi a primeira aquisição da Microsoft em Portugal). Só dessa forma Portugal e os restantes membros da OCDE poderão aumentar o seu desenvolvimento económico e gerar o consequente emprego (de qualidade...) para a sua população activa, que é quase sempre garante de não pobreza.

Claro que há aqui muitas questões laterais como a sustentabilidade ambiental de um desenvolvimento global, a capacidade dos governos e povos de se adaptarem às novas exigências das TIC, como combater o envelhecimento da população, etc, etc...


Vejam o resumo do relatório e tirem as suas conclusões...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Curiosidades da actualidade em Braga...


São agora comemorados os 900 anos da morte do padroeiro da cidade, S. Geraldo. http://agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=65066&seccaoid=3&tipoid=12


Sondagem dá vitória por reduzida margem a Rio nas próximas autárquicas. http://diariodominho.pt/noticia.php?codigo=33649


Grande desilusão ontem, no Municipal de Braga (se adivinhasse a falta de qualidade que iria ver, não teria ido ao estádio...)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Selecção Nacional de Futebol em Braga

Aqui ficam imagem inéditas (e imperceptíveis!), captadas ontem através do meu telemóvel, de um treino da selecção nacional no velhinho 1º de Maio.

Desde já desejo melhor sorte para amanhã do que a que tiveram frente à Suécia!

sábado, 11 de outubro de 2008

O meu trigésimo aniversário...

Pois é, hoje faço 30 anos. 30 anos de muitos altos e baixos, de muito tempo desperdiçado, mas também de muitos momentos que não trocava por nada!

Nestas efemérides, é sempre bom fazer um balanço da vida, uma análise cuidada ao nosso percurso enquanto pessoas e pensar estratégias para mais facilmente atingir os nossos objectivos.

A "geração de 70" já está quase toda trintona!

A todos aqueles que me têm enviado mensagens de parabéns o meu obrigado. Um obrigado especial a quem ontem me deixou vermelho ao colocar alguém, a meio de um concerto, a cantar-me os parabéns! Vou-te fazer o mesmo se puder!!

Espero pelos aniversários de todos vós para retribuír!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Via Nova Shopping

O Via Nova Shopping é a mais recente grande superfície da cidade de Braga. É um centro comercial de média dimensão (30000 m2) que conta com 46 lojas e o 21º hipermercado E.Leclerc do país.

A inauguração oficial decorreu com os tradicionais discursos e fogo de artifício a 30 Setembro, tendo estado presentes o presidente do grupo E. Leclerc, presidente da Junta de freguesia de Ferreiros, proprietários das lojas, etc.

A partir de ontem o público já pôde visitar o espaço e usufruir das várias promoções do hipermercado e lojas circundantes.

Pessoalmente, o meu destaque vai para o "Via Cultural", uma espécie de versão reduzida das populares lojas "FNAC", com ampla oferta de livros, discos, DVD's e todo o mundo multimédia.

Também merece destaque a loja de acessórios "L'auto", onde podemos "trouver", perdão, encontrar tudo para o automóvel (dos acessórios interiores, às substituições mecânicas e ao "Tunning").

Para entrar em "velocidade de cruzeiro" falta ainda a abertura de bastantes lojas, bem como do andar superior, dedicado à restauração, cuja abertura está prevista para o início de Novembro.

Como não podia deixar de ser, a TLCI2, SA também estará presente com uma loja tmn de conceito "Light".

Nos próximos tempos, irei trabalhar por aqui...

domingo, 21 de setembro de 2008

Barcelona - As festas de "La Mercè"


Como já referi noutro post, as minhas férias de Setembro foram voltadas para as 3 maiores cidades da península, sendo que a principal viagem foi para a capital do modernismo - Barcelona.

Por mais vezes que lá vá, e já lá vão algumas, não dispenso uma visita anual. Esta cidade continua a ser a minha preferida, por conjungar uma série de aspectos que aprecio, desde logo, a singularidade da arte e arquitectura, conjugadas com uma ambiente cosmopolita único.

Este ano fui com um velho colega do liceu e dois primos, que ainda não conheciam a "ciutat comtal".

Chegamos ao final da tarde de quarta, 17 SET, ao aeroporto e seguimos de comboio para a cidade. Saímos em plena Eixample, no Passeig de Gràcia, e de imediato nos deparamos com uma visão sublime - a casa Batló iluminada e enormes passeios carregados de turistas que aproveitaram as festas da cidade para se deslocarem até à capital catalã.

Seguimos sempre até ao Hostal La Palmera, no início do Raval, por detrás do Mercat de la Boquería, o mais famoso mercado de Barcelona. Com as Ramblas bem perto, não resistimos a ramblear um pouco. Todos elogiamos a animação e felicidade presentes, a contrastar com o espírito pessimista e derrotista que observamos por cá... Seguiu-se um café numa das esplanadas perto do MareMagnum, junto ao Port Vell.


Na quinta-feira decidimos fazer uma viagem pela zona "alta" da cidade. Começamos pela minha igreja favorita, o Temple Expiatori de la Sagrada Família, em construção desde 1882 e cuja data de término será, possivelmente, no centenário da morte de Gaudi, em 2026.

Projecto assumido por Antoni Gaudi pouco depois do início, demonstra todo o seu génio e originalidade na concepção em si, continuado por seus discípulos após a sua inglória morte em 1926. É um templo cujo projecto final, perdido na Guerra Civil de Espanha, contempla 3 fachadas principais: da Natividade, a primeira a ser concluída; da Paixão, já completa; e da Glória, ainda por construir. Como os nomes indicam, representam as várias fases da vida de Jesus Cristo. Cada fachada tem 4 torres que representam 4 apóstolos. Por construir estão ainda, além da fachada da Glória e as suas 4 torres, outras 6 torres, das quais 4 irão representar os 4 evangelistas através de esculturas simbólicas (S. Lucas através de um touro, S. Mateus como homem alado, S. João como águia e S. Marcos como leão). Para terminar esta simbologia serão construidas 2 gigantescas torres, uma simbolizando a Virgem Maria, e outra, de 170 m, simbolizando o próprio Jesus Cristo. De referir que esta última tem exactamente menos um metro de altura que a colina de Montjuic, pois Gaudi não acreditava que a criação humana devesse ultrapassar a divina...

Continuando para a zona alta da cidade, e com Gaudi em mente, fomos ao Parc Güell. Saímos do metro em Vallcarca e subimos todos aqueles lanços de escadas... rolantes! O nome do parque provém de Eusebi Güell, amigo e mecenas de Gaudi. Destaca-se pelas esculturas, caminhos, pela vista sobre a baixa da cidade e, em particular, pela sala hipóstila, pela casa onde Gaudi viveu os seus últimos anos e por aquilo que se converteu num dos símbolos da cidade, o dragão que se encontra na entrada principal.

Afastando-nos cada vez mais do centro, subimos, agora de comboio, até à praça Kennedy onde gostariamos de andar no "Tramvia Blau". Pois, mas o clássico eléctrico não estava em funcionamento, pelo que tivemos de subir até ao funicular do Tibidado de autocarro. Junto a este funicular há um pequeno café panorâmico que nos desafia a identificar os vários pontos da cidade. Esta vista já deixa transparecer o que virá a seguir...

Na zona do Tibidabo, que etimologicamente significa "dar-te-ei", pudemos ver um parque de diversões que data do séc. XIX, a enorme torre Collserola, projectada para comunicações por Norman Foster e o exuberante Temple Expiatori del Sagrat Cor, cujo sopé fica a 500m de altura em relação ao mar. Subindo até aos pés do enorme cristo que está no topo, ficamos com a vista mais completa da cidade (575m), sendo que, em dias limpos, se vêem os Pirenéus de um lado e a ilha de Maiorca em frente...

Nesse noite, depois de muito ramblear e ir ver a casa Milà e as casas da "ilha da discórdia", assim chamada por estarem juntas 3 casas dos três principais vultos do modernismo catalão (Gaudi, Puig i Cadafalch e Domenèch i Montaner) o Roberto e eu decidimos explorar o Raval indo sempre... sempre... até à praça de espanha! Já estávamos a desvendar o que viria no dia a seguir, a zona de Montjuic.

Ao final da manhã saímos do metro precisamente junto às torres vezenianas, outrora a entrada da exposição universal de 1929 e tomamos café junto à Fonte Mágica. Seguimos junto ao MNAC, donde se obtem mais uma excelente perspectiva da cidade. Quando penso que aquele edifício, cujo desenho e imponência fazem lembrar o parlamento de Budapeste, nem 100 anos tem, acredito mais facilmente que Barcelona é das cidades com maior grau de desenvolvimento na Europa, nos últimos 150 anos, desde o derrube das muralhas e formação da Eixample...

Fomos até junto do Palau Sant Jordi, incrível multiusos desportivo inteligente, desenhado por Arata Isozaki e experimentamos uns cocktails junto do Estádio Olímpico, actualmente usado pelo Espanyol. Neste local é bem visível toda a beleza e magnitude da torre Calatrava, mais uma torre de telecomunicações da cidade, neste caso desenhada pelo homónimo arquitecto valenciano.

Ainda não foi desta que visitei a versão espanhola do Portugal dos Pequeninos, o Poble Espanyol, também situado em Montjuic. Optamos por uma volta de teleférico (algo que ainda não tinha experimentado!) e subimos ao Castelo de Montjuic, onde se encontra o Museu Militar e onde se vê na perfeição os vários portos da cidade (o Port Vell, o cais turístico onde estavam 4 paquetes, o enorme porto de carga e o aero...porto!)

Já estávamos a meio da tarde, por isso descemos no funicular de Montjuic até ao centro e, enquanto o Chico foi a uma festa particular, aproveitamos para entrar em contacto mais directo com o mar! Uma das imagens de marca desta cidade são precisamente as Golondrinas, que existem de dois tipos. As maiores, tipo caramarã, permitem visão submarina nos seus cascos e levam-nos por toda a costa em frente à cidade, por um preço bastante acessível!

Nesse dia optamos por jantar na zona da Barceloneta e ver alguns dos concertos que já começavam um pouco por toda a zona central, como também pela zona do Fórum. Nessa noite, ao regressar da Estació del Nord pelo Parc de la Ciutadella, este fechou a saída sul connosco e mais alguns turistas lá dentro! Valeu a boa vontade de um funcionário de limpeza nocturna que nos abriu o portão...

No Fórum o ambiente era de muitaaaaaaaaaa festa! É uma enorme estrutura icónica da nova Barcelona, em forma de triângulo, e decorre do "Fórum Universal de Culturas de 2004". Desta vez estava preenchido com DJ's de electrónica e muita gente a vibrar, mais três palcos nas imediações... Tanta gente a passear pela rua e em concertos, fizeram-nos lembrar um S. João a uma enorme escala!

À vinda aproveitamos para parar junto às Torres gémeas (torre Mapfre e hotel Arts, no estilo modernismo hi-tech) observando alguma da street art presente, como o famoso "Peixe" de F. Gehry, uma escultura dourada, em forma de peixe, com 54 metros de comprimento...


Estivemos a dormir até tarde, para relaxar da noite anterior e eis que acordo com um espectacular som de uma banda de música que desfilava pelo Mercat! Outras se seguiram, afinal era um concurso de bandas!

Optamos por fazer um dia livre, de passeio pelo centro... . É então que o Chico nos conta que tinha sido assaltado mesmo ao chegar ao Hostal, quase ao amanhecer, felizmente sem consequências, já que não trazia qualquer nota na carteira...

Depois de passear pelo Barri Gòtic junto ao Palau de la Generalitat, subindo pela Seu (catedral) até à casa Milà, que alberga o Museu Gaudi. Neste espaço destaco o design do sótão e as maquetas que possui das obras de Gaudi, o fantástico telhado, se é que lhe podemos chamar isso, com as suas invulgares chaminés, em forma de elmo de cavaleiro medieval... Um dos andares está decorado exactamente como era um andar burguês da Eixample na dinâmica Barcelona do início do séc. XX.

Passamos também junto à célebre casa Les Punxes, na Avinguda Diagonal, e aproveitamos para fazer mais umas fotos...

No restante dia, deambulamos pelo centro histórico e, enquanto o Chico foi com o irmão ver "Primal Scream" grátis, a propósito do BAM (Barcelona Acciò Musical), o Roberto e eu tivemos oportunidade de ver um grupo de "batucada", chamado "Brincadeira" com uma energia e um ritmo fora do normal! Toda a gente parava naquela zona da Rambla para os ver!


Chegados ao último dia, aproveitamos o final da manhã para comprar os habituais "recuerdos", e deslocamo-nos para o aeroporto. Comemos qualquer coisa no aeroporto e até nos acabamos por atrasar no embarque, parecia que a cidade nos queria mais tempo lá...


Até à próxima, Barcelona!


(vide http://www.bcn.cat/merce/ca/index.shtml para as festas de "La Mercè" e http://www.geocities.com/medit1976/index.htm para a arquitectura da cidade)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A capital


Acabado de entrar de férias, aproveitei para visitar a capital na companhia de um grande amigo que lá trabalha actualmente.

Chegado a Sta. Apolónia, seguimos até à Amadora dado um compromisso que ele tinha marcado.

Pouco depois, regressamos ao centro. Estacionamos no início da Av. da Liberdade, mesmo junto ao Hard Rock Café, e aproveitei para fazer aquilo que ainda não tinha feito, ou seja, encarar a capital apenas na perspectiva de turismo, como quando me encontro noutro país qualquer! Comecei a tirar fotos logo aos Restauradores, Rossio, Estação do Rossio (que está remodelada no interior) e Teatro D. Maria II.

Tivemos então uma ideia: por que não experimentar um autocarro turístico? Afinal, nunca nenhum de nós o tinha feito! Escolhemos a Tagus Tour, apanhando o autocarro no Rossio, seguindo pelos Restauradores, Av. Liberdade, Marquês do Pombal, Av. Fontes Pereira de Melo, Saldanha, Av. da República, contornamos o Campo Pequeno passado pelo magnífico edifício da Caixa Geral de Depósitos, seguimos pela Av. de Berna passando pelos jardins da Fundação Gulbenkian, contornamos a Praça de Espanha, seu arco e seu mercado, seguimos junto ao El Corte Inglês até à Av. Cardeal Cerejeira onde vi, até hoje, a maior bandeira de Portugal e uma das mais fantásticas vistas sobre Lisboa, com todo o Parque Eduardo VII e o Marquês a minha frente sob o pano de fundo do Tejo... Lindíssimo! Seguimos então até às torres do Amoreiras, projecto de Tomás Taveira que data já de 1985, até ao Largo do Rato (onde fica a sede do PS) descendo até Alcântara passando pela magnífica Basílica da Estrela e os jardins envolventes. Em Alcântara, a vista sobre a Ponte 25 de Abril, inaugurada em 1966 como Ponte Salazar pelo próprio é soberba. É, a par com a Torre de Belém e a Praça do Comércio um dos símbolos de Lisboa. Seguimos sempre até à zona de Belém passando pelo Padrão dos Descobrimentos (realizado em 1940 para a Exposição do Mundo Português) e pela Torre de Belém.

Sinceramente, nunca tinha estado junto a esta joia do manuelino, erigida como fortificação na barra do tejo, tem um beleza única ajudada pela mistura de estilos e sua decoração com os motivos da época (a esfera armilar, cruz de cristo e cordas com nós). É o símbolo da época maior de Portugal! Bem perto, a réplica do biplano "Santa Cruz" evoca a primeira travessia do Atlântico Sul, feita em 1922 por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Outro pormenor captou a minha atenção: O farol do Bugio. Fica situado mesmo a meio da barra do tejo e tem uma traça inspirada no Castel Sant' Angelo, de Roma.

Depois desta curta paragem em Belém, seguimos a nossa viagem (que incluia suporte audio) pois a noite já se abatia sobre a cidade, junto ao monumento preferido da minha amiga Chara, o Mosteiro dos Jerónimos, que é ainda mais belo iluminado... Passamos junto ao palácio presidencial e ao Museu dos Coches, seguindo sempre pela Av. 24 de Julho até ao Cais do Sodré e em seguida saímos na Praça do Comércio, também conhecido como Terreiro do Paço, pois ali existiu, até ao terramoto de 1755, o paço real da Ribeira.

Gosto desta praça em particular, a sala de estar de Lisboa. É, como toda a baixa pombalina, bela pelo sua simetria e grandiosidade. Demonstra cuidadoso planeamento, ao contrário da Lisboa pós-25 de Abril, onde a especulação imobiliária, e não o poder político, realmente decide...

Seguimos pela rua augusta até junto do magnífico elevador de Sta Justa, uma notável obra de engenharia, com toda a beleza da arquitectura do ferro. Mesmo ao lado, o restaurante oriental Wok, permite comer o que quisermos e quanto quisermos a preços bem modestos! E não tem necessariamente de ser comida oriental, para quem não apreciar!


Seguimos até ao Saldanha, onde supostamente eu ficaria hospedado... Apesar da confirmação, a reserva não se encontrava efectuada! E agora? Como encontrar alojamento em Lisboa no fim de semana em que a Madona lá ia tocar? A senhora da recepção, vendo a minha confirmação impressa, tratou logo de contactar outra residencial próxima e lá fui eu pousar tudo. Ainda fiquei a ganhar o pequeno almoço pelo mesmo preço, não oferecido na primeira!

Seguimos então até um Pub irlandês no Cais do Sodré para beber um litrinho de Guiness, mas nada de deitar muito tarde porque no dia a seguir havia muito que ver...

Dia seguinte tomamos o pequeno almoço na residencial e seguimos para Sintra. Estacionamos mesmo junto à Quinta da Regaleira, uma quinta de sonho, actual propriedade da Câmara de Sintra e andamos a desvendar os misteriosos locais criados pelo italiano Luigi Manini... Do interior do palácio destaco a sala dedicada aos reis, onde além destes, aparecem curiosamente os escudos das 4 principais cidades portuguesas. Gostei muito de subir à torre, mas quero salientar o perigo que vi numa sala da biblioteca, em que o chão não vai até à parede, que é feita de estantes com livros que já vêm desde o andar inferior. O perigo está naqueles 30/40 cm de "nada", suficientes para nos entalarmos bem. Merecia alguma vigilância este espaço, ainda para mais com crianças a visitá-lo! Cá fora, belas fontes, jardins, grutas e um espectacular "poço iniciático" seduzem pelo ambiente onírico criado.

Como o tempo apertava e ainda havia mais Lisboa pela frente para ver, acabamos por não visitar nem o Paço Real, nem o Palácio da Pena, nem o Castelo dos Mouros, para citar os locais mais emblemáticos. Há que deixar algo para descobrir numa próxima vez...

Novamente em Lisboa, optamos por uma visita à zona antiga, em particular, por uma visita ao Castelo de S. Jorge. Visto da baixa, parece observar-nos... majestático, mas também gracioso, resquício de outros tempos e outras batalhas, bem anteriores a tudo o resto que podemos observar na capital. Aproveito para tirar fotos com fantásticas perpectivas de toda a baixa, da ponte 25 de abril, enfim, de todo o centro de Lisboa e bem para além dele... Fomos à Torre de Ulisses e ao Castelejo, núcleo da fortificação, e subitamente lembro-me de Guimarães e de Salazar, exactamente pelas obras de restauro dos anos 40 de alguns dos monumentos mais emblemáticos dos primórdios da nossa nacionalidade (Castelo e Paço dos Duques, p. ex) tal como o Castelo S. Jorge.

Mais umas fotos e dirigimo-nos para a saída, não sem antes levantar dinheiro... dentro de um castelo medieval! O próprio D. Afonso Henriques, que não está distante do local, gelou de estupefacção! Já cá fora, aproveitei para comprar uma miniatura de algo emblemático na cidade, neste caso, a Torre de Belém. Graças a este vício, já não sei bem onde meter tanta miniatura...

Após isto ainda fizemos uma rápida passagem pela Sé e pela Casa dos Bicos, só para fotografar e em seguida deslocamo-nos, de metro, para o Oriente, parando na espectacular estação de Olaias.

Lá chegados, já não havia bilhetes de turística disponíveis para o Alfa Pendular. Voltei a viajar na classe Conforto, lamentavelmente sem levar o portátil para me entreter, já que até o pormenor da tomada tem. A viagem acabou por atrasar bem mais de meia hora devido ao atropelamento de um peão logo a seguir a Coimbra B. Que Deus tenha a sua alma!

Quero frisar que este passeio turístico não teria sido possível sem toda a disponibilidade do Pedro. Agradeço-te por isso e... vou aparecer por aí mais vezes...

sábado, 13 de setembro de 2008

Voar...


Talvez por ser o mês da Red Bull Air Race ou por ir de férias mais uma vez, lembrei-me de escrever este post. Voar é para mim um prazer, uma emoção, uma sensação divertida! É, como definia um dos pilotos da afamada corrida, liberdade de acção nos vários eixos, já que, "lá em cima", não há estradas e o piloto faz literalmente o que quer, dentro dos limites do aparelho e de si próprio.


Comecei a voar bem novo, tendo feito o meu "baptismo do ar" no início da década de 80 num Morane Saunier Rallye Minerva (igual ao da foto), pilotado pelo meu pai e pelo proprietário à data. Apesar de ser uma criança na altura, tenho ideia de ter puxado por completo a manete da mistura, empobrecendo-a a tal ponto que o motor começou a falhar.... As traquinices começaram cedo... (clarificando, um monomotor do género dispõe geralmente de 3 manetes mais destacadas no painel: pressão de admissão, passo variável e mistura, que controlam respectivamente a quantidade de mistura admitida, a inclinação das pás do hélice e a proporção ar/gasolina da mistura admitida)


No restante dessa década, só voltei a voar num magnífico aparelho, talvez o mais pequeno, leve e manobrável em que voei até hoje: o Neiva Paulistinha 56 C1, um pequeno "asa alta" de fabrico brasileiro, semelhante ao Piper Cub J3, oferecido pelo governo brasileiro em 1963 e que ainda hoje podemos ver por vezes sobre a cidade...



Nos anos 90, seguiram-se bastantes vôos noutros aviões do Aero Club de Braga, nomeadamente em Cessnas, com particular destaque para o "Reims Rocket", um belo 172 de 6 cilindros horizontalmente opostos, ingloriamente destruído num acidente sem vítimas, no ano passado, junto ao santuário do Sameiro.


As minhas experiências aeronáuticas passaram também pelos "civilizados" Dornier Do-27 e De Havilland DHC-1 "Chipmunk", ambos ex-Força Aérea Portuguesa e também pelo mundo dos helicópteros, tendo voado no polaco MI-2, muito usado pelo bloco de leste na guerra fria e o americano Bell 204/205, característico da guerra do Vietname.


Mais recentemente, em 2006, experimentei mais um tipo de aeronave, o balão, que nos proporcionou uma espectacular vista nocturna de Joanesburgo a partir da zona do "Monte Casino", numa inesquecível viagem à África do Sul a relatar noutro post...


Já nesta década, comecei a utilizar com alguma regularidade os habituais "autocarros do ar", como por vezes chamo aos aviões comerciais, que não transmitem, nem de longe, nem de perto, a emoção de fazer um "stall turn" ou um "oito lento" num pequeno avião... mas a ideia também não é essa!


Que me lembre, desde o mais pequeno CRJ-900 da Bombardier até ao enorme A-340 da Airbus, passando pelos Boeing 737-200 e 737-800, como pelos Airbus A-319 e A-320, estes aviões sempre me transmitiram a ideia que me desloco num autocarro ou num comboio, dada a tranquilidade e total conforto do espaço. Apesar do medo que já vi em algumas pessoas só pelo facto da terra "estar lá em baixo", estatisticamente, o transporte aéreo é dos mais seguros. Acho que, se tivessem sido habituados a brincar no ar desde tenra idade, talvez esse medo de voar num grande avião passasse a... tédio!


Mais do que ter o sonho de voar num determinado tipo de avião, gostaria de voar mais vezes pela região em pequenos aviões, como quando era miúdo. Presentemente é raro voar nestas máquinas, já que o "brevet" e sua manutenção não são propriamente baratos e o meu pai, que também já não é propriamente um jovem, já deixou a vida "activa" de piloto particular e instrutor.


Restam-me as viagens para "matar o vício", muitas vezes nas "low cost" para não "matar a carteira"! Este mês, além da viagem marcada a Barcelona de A-320, vou aproveitar as promoções de 1€ da Ryanair e dar uma voltinha até Madrid de 737-800... Para quem quiser aproveitar, destaco também a fantástica promoção da TAP para 35 cidades europeias a 64€. A não perder!(vide artigo do DN de hoje)



Assim (quase) todos podemos voar!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Insegurança


Na passada quarta-feira, 3 Setembro, também tive oportunidade de testemunhar que a onda de insegurança que tem assolado Portugal tem tentáculos que se estendem para lá de Lisboa e Porto.

Utilizo a agência da CGD na Av. Pe. Júlio Fragata com alguma regularidade, por se encontrar perto do local de trabalho. Ora, quando lá cheguei quarta-feira, por volta das 14:30 h, vi um simples papel colado no vidro a indicar "Fechado por motivos de segurança".

Que se teria passado? Pensei logo que tivesse sido assaltada! E não me enganei... Aliás, é o segundo assalto à mão armada que esta agência sofre no espaço de 4 meses! Será da localização perto de uma importante via central que permite a rápida fuga? Será dos bairros sociais próximos, nomeadamente Enguardas?

Curiosamente, da outra vez que esta nova agência foi assaltada, um grande amigo meu estava presente. Na altura, tudo decorreu também sem acidentes, tendo ele atirado subtilmente o dinheiro que trazia para trás do balcão, já que se encontrava no balcão mais baixo ao lado das caixas.

Mais curiosamente ainda, nessa mesma noite encontramo-nos no Twenty Century Rock, em Vigo, onde, ao meter gasolina na Gran Via (junto da praça de Espanha) para voltar para Braga, me deparo com uma cena de tiroteio a uns 30m de mim! Era a polícia que obrigou um individuo num velho Opel Kadett a parar, tendo este fugido a "sete pés" enquanto o agente disparava dissuasores tiros para o ar. Rapidamente vi o agente a comunicar aos outros carros patrulha, sendo que, no espaço de um minuto, se dirigiram para o local quatro ou cinco carros... Acção claramente concertada! Senti-me mais seguro às 5:30h da manhã em Vigo do que quando me desloco a esta agência da CGD!

Acho que em Portugal se debate muito a questão sem que sejam tomadas as medidas necessárias. Sinceramente, não me parece que isto se resolva aplicando prisão preventiva a todos aqueles com cometam crimes munidos de armas ou quaisquer outras medidas avulsas do género. Resolve-se sim com acção policial rápida e eficaz e com justiça eficiente e célere. Resolve-se também a montante com crescimento económico e consequentes aumento do emprego e inclusão social.

Caso nada se altere na actuação das polícias, tribunais e mesmo no rumo económico do país, então estes episódios, outrora raríssimos, serão recorrentes neste país.

Nesse dia, valerá a pena viver cá?

domingo, 31 de agosto de 2008

Aquecimento Global no "60 minutos" da CBS

Fazendo eu zapping hoje de tarde, verifico que está a dar um interessante programa sobre Aquecimento Global na SIC Notícias.

Além do tema em si nos dever preocupar a todos, visto que, em última instância, é a vida humana que está em risco a médio e longo prazo, este programa transmite a ideia de censura promovida pela próprio governo dos EUA.

A reportagem apresenta como evidências do aquecimento o rápido degelo (últimos 20/30 anos) de alguns glaciares nos extremos norte e sul do planeta.

De facto, o jornalista Scott Pelley entrevista um pequeno leque de reputados especialistas norte-americanos que convergem sempre em duas posições: o aquecimento é antropogénico e a Casa Branca bloqueia essa mensagem.

Além da parte científica da reportagem, preocupou-me mais a parte política da mesma, principalmente pela censura evidenciada que revela que o actual governo dos EUA pouco ou nada fez para tentar solucionar o problema.

Jim Hansen, chefe do Instituto Goddard da NASA para Estudos Espaciais, não pode falar livremente em público... (neste caso, esteve sempre na presença dele e do repórter uma pessoa da NASA a gravar a entrevista)

Rick Piltz, outro especialista na matéria, mostra provas de que um relatório seu sobre mudanças climáticas foi adulterado por Phil Cooney do Council on Environmental Quality da Casa Branca, de forma a transformar conclusões científicas em "meras possibilidades" e riscando completamente possíveis consequências para o homem. (Curiosamente, este sr. Cooney era advogado da American Petroleum Institute antes de ir para a Casa Branca e veio a demitir-se do Council on Environmental Quality logo que esta história "rebentou", acabando por ir trabalhar para a petrolífera ExxonMobil...)
Enfim... não termos liberdade de exprimir a nossa opinião num país que apregoa a liberdade como os EUA é grave, mas as consequências da sua falta de políticas ambientais poderão ser catastróficas a prazo...

O curioso nisto tudo é que a Administração Bush não nega o Aquecimento Global nem a sua origem humana, mas, mesmo sendo o maior poluidor do mundo, parece mais interessada em não prejudicar os milionários negócios de meia dúzia de senhores ligados ao petróleo do que a saúde do planeta e de todos nós!

Já chega de tanto e tão descarado compadrio com os amigos, sr. Bush e Cª!

Mais pormenores da reportagem podem ser vistos através deste link (em inglês):

http://www.cbsnews.com/stories/2006/03/17/60minutes/main1415985.shtml

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Samsung Omnia




O novo Samsung i900, aka Omnia, faz jus ao seu nome. Concentra virtualmente tudo o que necessitamos (e ainda mais...) num elegante PDA com sistema operativo Windows Mobile 6.1.

Da estética à autonomia, da interface gráfica do utilizador ao reconhecimento de variados tipos de ficheiros pouco habituais em dispositivos compactos, o Omnia é a actual estrela do portfolio tmn.


Tem GPS com licença ilimitada, excelente câmara 5 Mp, HSDPA até 7.2 Mb, 8GB de memória expansível, etc, etc...


Passível de aquisição em condições bastante vantajosas mediante vinculações de 24 meses (tarifário de Voz+tarifário de Dados) para particulares, constitui, juntamente com o HTC Touch Diamond a chamada Special Edition da tmn.


Para mais quantidade e também qualidade de informação, visitem este excelente comparativo (em inglês): http://www.gsmarena.com/htc_touch_diamond_vs_samsung_i900_omnia-review-262.php


A concorrência tem o i-quê??

domingo, 20 de julho de 2008

Europa unida?


Claro que sim, pelo menos no meu plano pessoal!

No passado dia 17 de Julho tive o privilégio de me reunir com duas amigas que decidiram voltar à cidade e ao país onde serviram como voluntárias.

A Chara (grega) e a Elena (alemã) estiveram em Braga em 2005 ao abrigo do Serviço Voluntário Europeu, especialmente a prestar apoio a famílias carenciadas da região.


Charis significa em grego alegria, pelo que o nome está perfeitamente ajustado à pessoa. Por outro lado, a raíz etimológica de Elena relaciona-a com... os gregos, o que pode explicar a sua amizade com a Chara. Além destas curiosidades, há uma notável coincidência. A Chara é 365 dias mais nova que eu, ou seja, festejamos o aniversário no mesmo dia!

Como minhas simpáticas clientes e, dado o meu gosto por pessoas verdadeiramente interessantes, fomos falando e saíndo algumas vezes, estabelecendo-se assim laços de amizade que perduraram até hoje...

Em Agosto de 2005 tiveram de voltar aos respectivos países, mas logo em Setembro de 2006 tive a oportunidade de visitar a Chara na sua cidade natal, Salónica, aproveitando para conhecer a capital da região da Macedónia grega, que viu nascer ali bem perto Alexandre Magno e conserva ainda hoje importantes vestígios romanos, bizantinos e inclusivamente venezianos, lembrando-me eu logo que foram os portugueses, com as suas viagens circum-navegando África, a arruinar-lhes o comércio com o Oriente... Mas essa memorável viagem por terras helénicas ficará para outro post...

Aproveitando o facto de a Elena estar em Erasmus em Valência, a Chara deslocou-se à península onde iria revisitar o seu amado Portugal, com particular destaque para o Mosteiro dos Jerónimos e a zona de Belém, como também veio a Braga, cidade onde viveu esse voluntariado.

Chegaram a Braga pouco passava do meio-dia, bem carregadas com enormes malas. Fui à central de camionagem buscá-las e seguimos para a Arcada, a conhecida sala de estar da cidade.
Aí tivemos oportunidade para tirar algumas fotos junto ao chafariz, ver algumas barraquinhas de artesanato, e seguimos até uma conhecida pastelaria junto ao Jardim de Sta. Bárbara. (deviam ver a cara de satisfação delas ao contemplar a doçaria presente...)

Aproveitamos a ocasião para trocar impressões sobre a cidade e as poucas mudanças que tinham ocorrido desde a última vez que a viram. Alargamos a nossa conversa à situação política e social de cada um dos nossos países, verificando eu, pela boca de uma alemã, que o fosso social também se agrava bastante na maior economia europeia. No plano universitário, por exemplo, a Grécia e o seu ensino gratuito, como contava a Chara, batem Portugal e Alemanha, onde cada vez se pagam mais propinas, sendo a Alemanha consideravelmente mais rica embora também esteja em trajectória descendente na montanha do desenvolvimento... Pelo que a Chara me conta e pelo que vi na Grécia, as médias salariais são consideralvemente mais elevadas que em Portugal, continuando alguns bens e serviços a deter preços bem menores que cá (ex: as portagens e gasolina são muito mais caras em Portugal, algo que nos deve fazer reflectir...)

Mas como nem tudo é caro por estas bandas e as mulheres ligam muito bem com compras (Ok, nem todas!), fizemos um périplo "comercial" pelo centro histórico e pelo Braga Parque que resultou em dois grandes sacos cheios de roupa...

Decidimos combinar com a minha irmã e fomos "cear" (pela hora) ao Porto. Paramos na baixa e decidimos passear pelo Coliseu, cruzando Sta. Catarina, seguindo até à magnífica Av. dos Aliados, subindo sempre até à Torre dos Clérigos. Aproveitamos para tirar esta foto junto ao incansável ardina que se aguenta dia e noite de pé sem se queixar! Um exemplo para muita gente!

Seguimos de carro sempre junto ao rio até à foz. Então a Chara lembrou-se que o Porto tinha uma engraçada escultura em que o leão está em cima da águia... Clubismos à parte, até porque as nossas convidadas não são de cá e a cidade tem um imponente dragão a representá-la, passamos na rotunda da Boavista e voltamos para Braga, pois o relógio não perdoa.

Dia seguinte lá fomos para o aeroporto com a promessa de um encontro... talvez para os lados de Estugarda na próxima vez!

terça-feira, 8 de julho de 2008

The return of the space cowboy!




Depois de uma prolongada ausência que se prende com vários motivos, nomeadamente distracções constantes com outros assuntos e uma boa dose de preguiça em escrever, estou de volta ao meu blogue pessoal!

No passado 5 de Julho, um belo sábado em que tive a sorte de não estar a trabalhar, deparei-me com seguinte dilema: Ver o dueto Manuel Beleza/Mário Santos aqui no Alla Scala em Braga, ou ir ao Porto ver Brand New Heavies, Morcheeba ou Jamiroquai no segundo dia do festival Super Bock, Super Rock...

Para um fã do soul, funk, acid-jazz, R&B, blues, jazz, etc. como eu, a escolha não se afigurou nada fácil...

De um lado tinha dois expoentes do respectivo instrumento em Portugal. Manuel Beleza (meu tio), no órgão Hammond e Mário Santos, no saxofone tenor. Do outro, grandes bandas inglesas, se bem que em fase descendente da carreira...

Optei pelos segundos e... não me arrependi nem por um segundo!

Chegamos bem cedo ao recinto, pouco passaria das 18.00h, estacionamos e dirigimo-nos para a bilheteira. Fomos surpreendidos por alguns jovens que não estavam interessados naquele dia do Festival e nos vendiam os bilhetes. Pensando bem, optamos por lhes comprar, é sempre dinheiro que evitam desperdiçar...

O curioso foi que um era um convite para os dois dias e o outro era apenas um bilhete diário. Fiquei com este, mas logo me apercebi das suas limitações...

Dirigimo-nos à bilheteira e o Carlos trocou o convite por uma pulseira que lhe dava o direito de entrar e saír no recinto a seu bel prazer e o meu... nada! Assim não podia ser! Felizmente fomos ter novamente com os tais jovens que tinham mais convites e lá troquei o bilhete diário pelo convite de dois dias!

Entramos e começamos logo a fazer jus ao nome do Festival. Toca a beber Super Bock!

Na hora de intervalo que decorreu entre a nossa chegada e a actuação do primeiro grupo, ainda tivemos tempo de tirar umas fotos com o Sapo junto à sala dos espelhos, ver a animação envolvente (concursos do Sapo, corridas, rappel e slide da CP, etc) bem como ter uma perspectiva mais elevada do Parque da Cidade através da roda gigante lá instalada (quem me conhece, sabe que não resisto a divertimentos e locais altos tipo torres, arranha-céus, etc.)

Confesso que nunca tinha pensado em ver Brand New Heavies ao vivo. Não é aquele grupo de eleição, como foram os Incognito para mim, mas são bons músicos, têm boas composições e uma potentíssima vocalista (N'Dea Davenport). Ainda para mais tive a oportunidade de ver a sua formação original que, apesar de fazer a abertura do festival, não perdeu a ocasião para mostrar que está bem em forma, tocando aqueles clássicos dos anos 90 que mais me tocam...

Seguiam-se os Clã, mas a fome já apertava... Decidimos então, continuando o espírito do recente S. João, atacar o pão com chouriço e... mais algumas Super Bock!

Fomos circulando pelo recinto até junto do poderoso camião que era o stand da tmn e decidimos alargar o passeio...

Atravessamos o início da circunvalação e seguimos em direcção àqueles prédios bem junto da rotunda que ostenta a gigantesca rede em homenagem aos pescadores e acabamos por entrar num bar com bastante bom aspecto. Estando no Porto, a ementa teria de passar por uma francesinha, aliás, bem apreciada por nós os dois! A menina que nos atendeu referiu que era apenas bar, não dispunham de comida. Agradecemos e saímos à procura da tal francesinha especial...

Entretanto, uns metros ao lado, encontramos um tal "restaurante Pérsia". Será que no Irão também sabem fazer francesinhas?? Bem, sempre estávamos no Porto...

Lá pedimos a francesinha e, para não destoar, mais Super Bock! Pelo tempo de espera, possívelmente percepcionado de forma ainda mais lenta em virtude da quantidade de Super Bock no sangue, a francesinha deve ter sido importada do Irão! Mais, foi apenas a pior francesinha que comi até hoje, reforçando a tese que só pode mesmo ter vindo do Irão! A simpatia do funcionário, também essa inflacionada pela nossa percepção alcoólica, foi o único ponto positivo a destacar, mas, como não comemos simpatia, aquele restaurante está riscado do mapa...

Voltamos ao recinto, e, pouco tempo depois de lá estarmos, surgem inesperadamente os Jamiroquai em palco! Que estranho, ver J. Kay e Cª ao vivo e tão próximos! Outra banda de culto dos meus tempos de adolescente, principalmente através dos fantásticos três primeiros albuns até 1996. (fim da era Stuart Zender no baixo).

J. Kay apresentou-se anormalmente pouco activo, com um fato de treino e um gorro (onde param os famosos chapéus que o celebrizaram?) e um aspecto um tanto ou quanto de junkie...

Notou-se mesmo que foi ali cumprir calendário, não entusiasmou pela sua performance, mas sim pelo velho repertório apresentado que fez todos nós vibrarmos de alegria!

De Cosmic Girl a Deeper Underground ainda houve tempo para uma das minhas favoritas: The return of the space cowboy!

O pisca


Está na moda quase ninguém sinalizar as mudanças de direcção usando o pisca. A moda não é de agora, mas está de tal forma massificada que merece preocupação.

Por que motivo os condutores não usam o pisca? Bem, sem dar pisca o carro vira na mesma, talvez se o volante só virasse após a sinalização da manobra, talvez as pessoas se lembrassem dele...

Creio que este simples facto traduz a consideração que os condutores têm uns pelos outros, ou seja, muito pouca! A estrada é uma selva em que cada macaco (ou macaca) se tenta safar, servindo o automóvel para autênticas transfigurações de personalidade (ex: a agressividade aumenta exponencialmente...) além das pseudo-demonstrações imbecis de status...

Como pela via da educação a coisa não parece ir lá, as zelosas forças policiais deverão privilegiar, também neste campo, a conhecida "caça à multa", pois isto representa uma infracção ao Código da Estrada.
Para este Estado ávido de receita, sempre será uma fonte de receita fácil...

sábado, 17 de maio de 2008

Ser campeão nacional...



Como será essa sensação?

Por aquilo que vi hoje no Pavilhão Municipal de Barcelos, será um misto de alegria, emoção, sensação de dever cumprido, enfim, uma "sinestesia"!

Num pavilhão repleto, tive o prazer de ver um grande amigo (e não o é só em estatura!) sagrar-se campeão nacional, na categoria CNB1, tendo o Basquete Clube de Barcelos vencido o Eléctrico F.C. de Ponte-de-Sôr por uns expressivos 83-63.

O Neto, que joga na posição "poste", começou no banco, pois era a "arma secreta" do BCB, como o Pedro e eu comentavamos na bancada. De facto, em apenas 26 min marcou 19 pontos, sendo o segundo melhor marcador!

Impressionou-me em particular a agilidade com que se movia e a pontaria revelada, mesmo a meia distância!

Mais uma vez parabéns pela merecida medalha que representa o culminar de uma carreira de 20 anos consagrados à modalidade!

Para os mais curiosos, a final pode ser vista na web:
http://www.barcelostv.com/index.php?option=com_content&task=view&id=56&Itemid=43

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um pássaro em Braga...


Este pensamento ocorreu-me enquanto tomava café numa esplanada, e, de repente, um pequeno pardal pousa num jardim próximo e fica a olhar em redor...

Imaginem que ele era um ser dotado de intelecto... Em que estaria a pensar? Gostaria do que estaria a ver? Já pensaram o que é ser um pássaro numa cidade?

Pensamos que há um contraste evidente entre pássaro e cidade. Um pássaro é associado à natureza, mais ou menos selvagem e a cidade é um dos espaços mais simbólicos da criação humana, do artificial, logo, não o seu habitá.
Assim sendo, o pássaro nunca estará muito à vontade na cidade... A cidade é um ambiente hostil com toda a sua azáfama, toda a poluição atmosférica ou sonora, todo o asfalto e cimento de prédios e shoppings...
Além do mais há logo uma questão primordial: o alimento. Onde vai ele encontrar o alimento que lhe permite sobreviver?

Para melhor qualidade de vida de pássaros e também nossa (sim, também somos importantes na Biosfera, até porque a estragamos...) exijamos aos nossos governantes mais espaços verdes para contacto com a natureza, mais e melhores transportes públicos, melhor tratamento dos resíduos urbanos e industriais, etc, etc... Mas antes disso, exijamos a nós mesmo semelhantes atitudes! Andar mais a pé, bicicleta ou transporte público; não deitar lixo para o chão; separar para posterior reciclagem todo o lixo; não desperdiçar água; evitar o consumismo desenfreado de todo o tipo de artigos que futuramente serão lixo quase sempre não biodegradável... Pequenas coisas que, todas juntas, surtem grande efeito!

Aceitam o desafio?

A imagem

Não, este artigo não vai falar da influência da imagem no mundo hodierno. Esse tema já é sobejamente conhecido. A esse respeito dedicarei um post específico comentando um livro muito pertinente e que me pôs a reflectir: "Homo Videns" de G. Sartori.

Neste artigo vou falar um pouco da minha imagem, da minha forma de me apresentar, em particular aquilo que visto, calço ou uso, e o que me levou a fazê-lo. É bom reflectir sobre estas banalidades de vez em quando!

Que me conhecesse há muitos anos atrás, na década de oitenta e parte da década de noventa, via alguém muito despreocupado com a roupa ou o calçado que veste. Despreocupado, entenda-se no sentido que não valorizava marcas, o design ou sequer a qualidade do produto. Talvez pelo exemplo parental, havia coisas mais importantes para mim e v(est)ia a roupa de forma meramente utilitária.

De 82 a 88 andei no Colégio Paulo VI, em Braga, dois anos no ensino pré-primário e quatro no primário, sempre com a tradicional bata às riscas que dava uma imagem uniforme e nos protegia nas traquinices da idade...

Depois fui para a Esc. Preparatória André Soares e para a Esc. Secundária D. Maria II, deixei de usar a bata mas continuei "despreocupado" até meados dos anos 90, já perto da maioridade. Nesses últimos anos do "Liceu" estavam muito em voga os vários estilos consoante o grupo. Lembro-me concretamente dos "metaleiros" ou dos "betinhos", que usavam a sua imagem para exprimir a sua pertença a um determinado sub-estrato, muitas vezes conotado com os ídolos de adolescência, em virtude da maturação psicológica não estar ainda concluída.

Por preocupação com a imagem e por convívio com amigos que a cultivavam, comecei a trajar de forma mais clássica (camisola, calça de sarja e sapato de vela ou de pala) e assim fiquei quase dez anos, até há poucos anos atrás... Usava também um clássico e sóbrio "Festina" como relógio de pulso e nada de anéis, pulseiras ou fios de qualquer tipo... O cabelo sempre oscilou entre o curto e o menos curto, nada de cabelo rapado ou cabelo comprido, sobriedade acima de tudo.

Quando vim para a TLCI, em 2004, era obrigatório usar fato e gravata, algo que eu considerava demasiado formal para quem trabalha numa simples loja de telecomunicações, pretendendo a TMN dar uma imagem requintada da sua cadeia de retalho, à semelhança da banca, seguros ou lojas de marcas exclusivas.

Em Setembro de 2005, a imagem muda para a actual. É importante relançar a relação de proximidade com o cliente e captar clientes entre a juventude. Passamos a vestir a t-shirt "literal", ou seja, não só tem forma de T como também tem parte de um T branco em fundo azul, antecessora da actual. O famoso "até já" é adoptado e estampado nas nossas costas. Mas a indumentária fornecida pela tmn (agora o logótipo escreve-se em minúsculas) restringe-se às T-shirt's e casacos, competindo ao assistente utilizar calças de ganga (tipo Levis 501) e sapatilhas, preferencialmente brancas, compradas por si.

E agora? Eu não vestia umas calças de ganga há dez anos... sapatilhas? Brancas?? Que é isso? Tinha umas sapatilhas que ocasionalmente usava para fazer exercício e outras que comprei para uma viagem à Polónia onde teria de andar muito... Foi necessário fazer compras e, dado o conforto da utilização de sapatilhas, rapidamente troquei os habituais sapatos, mesmo quando não estava a trabalhar.

Confesso que, naturalmente, não sou grande fã das calças de ganga. São resistentes? Sem dúvida! Mas não são o tecido mais agradável ao toque ou à vista. De qualquer forma, nestas questões o hábito é algo muito forte e foi-me impondo uma utilização extra-profissional, rejuvenescendo e "banalizando" a minha imagem. O "Festina" também encostou, expurgando assim o último adorno da minha pele...

Creio que a nossa sociedade vive demasiado da imagem, das aparências... Eu sou exactamente a mesma pessoa, com a mesma dignidade, mas é curioso notar o olhar e tratamento dos outros quando ando de fato, de "estilo clássico" ou de aspecto desportivo. Continuamos a julgar e descriminar o próximo pela raça, religião, profissão, roupa, automóvel e afins, ao invés de nos abstermos de os julgar ou, quando muito, os classificarmos pelo seu valor intrínseco. (essencialmente moral, mas também intelectual, artístico, desportivo, profissional ou de outras categorias relevantes)

Essa preocupação excessiva do português com a sua imagem, bem patente na tónica que coloca em possuir (muitas vezes acima das suas possibilidades) está relacionada com uma mentalidade medíocre, mesquinha, medrosa da opinião dos outros logo pouco ousada, insegura de si mesma, típica de pessoas incapazes de se afirmarem pelo seu próprio mérito. Como é possível ver tanto carro germânico nas nossas ruas, quando, como dizia a minha amiga Chara, "you can't afford them!". Para quê tanto portátil ou PDA em mãos que nem 5% das suas capacidades exploram mas insistem em colocar em cima da mesa da explanada para português ver? Ou porque é moda ter!

Volto ao tema só para concluir que nesta vida não costumo dar demasiada importância àquilo que julgo que não a tem. E a "moda", para mim, é uma delas porque trata da forma, não do conteúdo. Obviamente que tento adequar o estilo à ocasião, mas tento sempre passar despercebido (sem piercing's, tatuagens ou outros que não aprecio embora não tenha nada contra quem os aplica) e usar algo que reconheça como confortável. Este mundo comporta tantas dimensões importantes, para as quais gosto de ter as minhas regras, que não vou ser rígido ou excêntrico em vestuário ou adornos...